Por Plinio Maria Solimeo
Em filosofia há um conhecido axioma que diz “Todo homem é mortal. Ora, Sócrates é homem, logo Sócrates é mortal”.
Não há certeza mais evidente e mais insofismável do que a de que todos morreremos um dia. Isso leva a considerar que, para os que temos fé, nossas últimas horas neste mundo poderão decidir nossa eterna salvação ou eterna perdição.
Daí a necessidade de nos prepararmos bem para esta nossa última grande viagem para a eternidade, com os benefícios que a Santa Igreja põe à nossa disposição para esse momento.
Assim, quando o gongo já soou para nós e estamos no leito de morte, além de nos confessarmos e recebermos a Sagrada Comunhão, podemos ainda nos valer de um outro sacramento que a misericórdia de Deus instituiu para essa hora suprema, a Extrema Unção ou Unção dos Enfermos. Esse sacramento produz na alma, e mesmo no corpo do enfermo, admiráveis efeitos, como o de abrir mais facilmente as portas do paraíso.
O sacramento da Unção dos Enfermos foi deduzido das palavras do evangelho de São Marcos: “E, tendo partido [os Doze Apóstolos], pregavam aos povos que fizessem penitência, e expeliam muitos demônios, e ungiam com óleo muitos enfermos e os curavam” (6, 12-13).
