Às vezes buscamos tempo para tantas coisas, são tantas coisas para pouco tempo. E, em meio a tudo, já não temos mais tempo para falar com Deus
Por Talita Rodrigues
Eu sempre me imagino em um banco de uma praça, deitada em seu ombro, Jesus.
Ah, se o Senhor soubesse – e sim, o Senhor sabe pois conhece o meu coração – eu contaria ao Senhor tantas, mas tantas coisas! Teria de tudo: coisas que destroçaram o meu coração em minha jornada até aqui e coisas que me fizeram feliz.
Mas, com toda certeza, eu O agradeceria por estar sempre comigo, mesmo que eu não O veja e não O entenda. Quando eu digo que me imagino com o Senhor em um banco de uma praça, não leve a mal. Afinal, O Senhor sabe que o ser humano tem essa necessidade e mania de querer materializar as coisas para torná-las ainda mais reais.
E por mais que eu não O veja, eu O sinto aqui. Basta fechar os meus olhos, e nós estamos lá, no banco daquela praça, com minha cabeça deitada em seu ombro. Às vezes sorrindo, às vezes em lágrimas, conversando sobre a minha jornada nesta terra. E quando eu imagino isso, a única certeza que eu tenho é que o Senhor é bom.
