Por causa da pandemia, muitos mortos estão sendo sepultados sem a presença da família. Mas, além do velório, existem outras maneiras de se despedir de um ente querido e processar a dor da partida
Por Michael Rennier
Dia desses eu me deparei com um funeral solitário. Eu estava andando de
bicicleta pela manhã quando ouvi o sino da igreja tocar. Olhei e vi um
único funcionário da funerária tirando um caixão de um carro funerário e
levando-o para dentro da igreja sem a família. Não sei quem estava
naquele caixão, mas sei que o que eu estava testemunhando
silenciosamente era sagrado. Fiz uma oração silenciosa.
Como padre, estive presente em funerais de todos os tamanhos. Alguns
tinham tanta gente que as pessoas tiveram que ficar em pé. Estive em
funerais onde houve duas dúzias de padres ou mais reunidos no velório.
Eu também estive em pequenos funerais. Em um deles, os únicos
participantes eram eu, os funcionários da funerária e o advogado de bom
coração que cuidava das propriedades do falecido.
Há várias razões para isso acontecer. Por exemplo, pessoas idosas sem filhos que sobreviveram a todos os seus amigos e familiares tendem a ter pequenos funerais. É mais comum do que você imagina, e não tem nada a ver com o quanto a pessoa era querida. É por isso que é um ato de misericórdia participar de funerais. Nunca sabemos o quanto essa pessoa em particular precisará de nossas orações. Nunca sabemos quantas pessoas estarão lá para rezar…
Há várias razões para isso acontecer. Por exemplo, pessoas idosas sem filhos que sobreviveram a todos os seus amigos e familiares tendem a ter pequenos funerais. É mais comum do que você imagina, e não tem nada a ver com o quanto a pessoa era querida. É por isso que é um ato de misericórdia participar de funerais. Nunca sabemos o quanto essa pessoa em particular precisará de nossas orações. Nunca sabemos quantas pessoas estarão lá para rezar…
