Compilação dos documentos produzidos pelo mais importante dos Concílios Ecumênicos realizados pela Igreja Católica: o de Trento, também conhecido como "Contra-Reforma".
O Concílio que reafirmou a maioria dos pontos de nossa Fé, sob pena de anátemas a quem ousasse negar.
O que foi o Concílio Ecumênico de Trento?
Martinho Lutero publicara, em 31 de outubro de 1517, 95 teses sobre a
indulgência. Em 15 de junho de 1520, assinou o Papa Leão X a bula de
ameaça de excomunhão contra Lutero. A excomunhão foi efetivada em 3 de
janeiro de 1521. Com isto ficava selada a divisão religiosa (e política)
da Alemanha.
No parlamento de Nuremberg, os representantes do Reino alemão exigiam a
convocação de um concílio ecumênico. O imperador Carlos V queria que
Trento, situada no Reino alemão, fosse o local do concílio. O Papa
Clemente VII, lembrado dos concílios de Constança e Basiléia, evitava a
convocação. Em 1527, o imperador voltou à tentativa de dispor o Papa em
favor da ideia do concílio. Pretendia a convocação de um concílio
ecumênico, a reforma da Igreja e a superação da divisão. Nem mesmo um
encontro pessoal entre o Papa e o imperador, em 5 de novembro de 1529,
demoveu o Papa de sua recusa. Na assembleia geral do Reino, em
Augsburgo, em 1530, os esforços do imperador pela unidade ficaram
frustrados (a Confissão de Augsburgo). Mais uma vez, encareceu ao Papa a
necessidade de um concílio ecumênico, lembrando-o de que a
não-convocação poderia acarretar maiores danos do que as consequências
temidas pelo Papa.
