Tudo isso é muito sério. Rezemos em reparação a esse pecado e peçamos também que ele jamais se repita
Por Vanderlei de Lima
Membros da hierarquia da Igreja têm apontado o pecado grave de bispos
que, na pandemia da Covid-19, negaram, de modo duro e prolongado, os
sacramentos aos fiéis a eles confiados. Não poucos filhos da santa mãe
Igreja se viram, de um momento para outro, órfãos de parte de seus
ministros ordenados.
Sim, órfãos, pois, quando mais precisaram –
para si ou para seus entes queridos – da Confissão sacramental, da Unção
dos Enfermos, da Eucaristia ou mesmo de exéquias, no auge da pandemia,
encontraram, não raras vezes, igrejas fechadas e ministros ordenados
ausentes. Isso não passou despercebido ao Pe. Yoannis Gaidum, secretário
do Santo Padre, o Papa Francisco, que fez a seguinte constatação: “Na
epidemia do medo em que estamos todos vivendo, devido à pandemia do
coronavírus, corremos o risco de nos comportarmos mais como assalariados
do que como pastores. Penso nas pessoas que certamente abandonarão a
Igreja, quando este pesadelo acabar, porque a Igreja as abandonou quando
estavam em necessidade” (Catolicismo n. 841, janeiro de 2021, p. 35).