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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Um sistema perfeitamente projetado para produzir uma crise sacerdotal

A alarmante crise no sacerdócio é menos uma reflexão sobre os sacerdotes individuais, e muito mais uma condenação da formação redesenhada dos sacerdotes após o Vaticano II.

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Por Matt Robinson 

 

O sacerdócio está em estado de crise.

Isso não é uma crítica a ninguém. Há pessoas fiéis em todos os níveis (cleros e leigos) trabalhando na Igreja, aparecendo dia após dia e tentando fazer o trabalho. Louvado seja Deus por isso.

Mas o sacerdócio está em um estado de crise, uma alegação apoiada por extensos dados e evidências sobre o bem-estar espiritual, mental, físico e ministerial de nossos sacerdotes. Tão grave é esse problema que muitos estão se perguntando por que tantos homens estão deixando o sacerdócio.

Como Igreja, precisamos realmente abordar completamente, em espírito de oração e sistematicamente essa questão – porque, como diz o Decreto do Vaticano II sobre o Treinamento Sacerdotal Optatam Totius: “A desejada renovação de toda a Igreja depende em grande medida do ministério de seus sacerdotes”. Estamos todos falando sobre evangelização, mas parece-me que estamos negligenciando como um presbitério forte e santo é um motor central da renovação que desejamos. A renovação do sacerdócio pode ser a maneira mais rápida de realizar uma renovação na Igreja?

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Resenha: Cristandade Ocidental e o Rito Romano

A crise do Ocidente não é meramente política, cultural ou moral. É, acima de tudo, uma crise de culto. Quando uma civilização deixa de saber a Quem adora, acaba por deixar de saber quem é. A história demonstra isso claramente: toda grande cultura nasce de um ato litúrgico e morre quando esse culto se esvazia de significado.

Reseña: La Cristiandad Occidental y el Rito Romano  

 

O cristianismo ocidental e o rito romano é um texto de reflexão histórica e litúrgica que parte de uma premissa clara: a Cristandade Ocidental não pode ser compreendida sem a compreensão do Rito Romano. Javier Aizpun Bobadilla — arquiteto, teólogo e cônego da Catedral de Pamplona — aborda essa relação não por nostalgia ou controvérsia imediata, mas a partir de uma convicção mais profunda: a liturgia não é um ornamento da fé, mas sua forma visível, estável e transmissível ao longo do tempo. 

O tratado evita deliberadamente debates superficiais. Não busca convencer com slogans, mas mostrar com argumentos como o Rito Romano foi a espinha dorsal de toda uma civilização, capaz de unificar povos, línguas e culturas sob uma única forma de oração. 

O Rito como Princípio de Unidade 

A unidade da Igreja Latina não se baseava apenas em definições doutrinárias, mas em uma forma comum de culto. Durante séculos, o Rito Romano atuou como uma linguagem comum que transcendia fronteiras políticas e diferenças culturais. A cristandade ocidental foi construída ao longo dos séculos em torno de uma forma específica de celebrar o mistério cristão: o Rito Romano. Não se tratava simplesmente de um conjunto de orações ou de uma disciplina ritual intercambiável, mas da estrutura espiritual que moldou o tempo, o espaço, a arte, a política e a vida cotidiana na Europa. Onde quer que o Rito Romano se enraizasse, surgiam catedrais, universidades, ordens religiosas, leis, música e uma visão de mundo orientada para a transcendência. 

domingo, 30 de novembro de 2025

Monsenhor Eleganti: Uma Análise da Homossexualidade e da Crise Eclesial

Bispo Marian Eleganti, bispo emérito de Chur (Suíça)

  

 

O bispo Marian Eleganti, bispo emérito de Chur (Suíça), publicou recentemente uma extensa análise da transformação cultural do Ocidente e da crescente influência das teorias queer e de gênero na compreensão contemporânea da sexualidade, do casamento e da identidade. Desde o início, ele esclarece que não condena pessoas com tendências homossexuais, recordando a distinção estabelecida pelo Magistério entre a dignidade inviolável de cada pessoa e as inclinações que a Igreja considera “objetivamente desordenadas”. O juízo moral, enfatiza, recai sobre o ato, não sobre a pessoa, e o caminho do arrependimento permanece sempre aberto. 

Partindo dessa premissa, Eleganti desenvolve um amplo diagnóstico que situa tanto as mudanças sociais quanto as tensões internas da Igreja em relação à sexualidade. 

A influência intelectual que pavimentou o caminho para a revolução cultural 

O bispo explica que, para compreender a atual mudança antropológica, é necessário observar as correntes filosóficas que a precederam. A redefinição do casamento, da família e do gênero — afirma ele — não surgiu espontaneamente: é o resultado de décadas de reflexão que questionaram a natureza humana e seu significado. 

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

A Comunhão Anglicana é fragmentada: uma análise da crise de identidade e autoridade

Segundo o The Pillar, a Comunhão Anglicana — rede global de mais de 40 igrejas autônomas nascidas da Igreja da Inglaterra — está passando por uma das crises mais profundas de sua história. O que durante séculos foi apresentado como um modelo de comunhão cristã “sem o centralismo romano ou a fragmentação protestante” parece hoje dividido por questões morais, teológicas e de autoridade.

Rev. Catherine Bond, à esquerda, e Rev. Jane Pearce, depois de ser abençoado como um casal gay, na Igreja Batista St. John, em Felixstowe, Inglaterra, em 17 de dezembro de 2023 (Joe Giddens / PA via AP)

 

O ponto de virada mais recente é o afastamento de várias províncias anglicanas do hemisfério sul da autoridade do arcebispo de Canterbury, Justin Welby, tradicionalmente considerado “primus inter pares” – o primeiro entre iguais – dentro do anglicanismo.

“O sonho de uma comunhão unida sob a mesma liderança não é mais sustentado. As diferenças doutrinárias tornaram-se irreconciliáveis”, resume a análise do Pilar.

quarta-feira, 30 de julho de 2025

Ralph Martin e a Crise da Clareza

Ao longo de décadas, através de seus papéis no Sacred Heart Major Seminary and Renewistries, Martin tem consistentemente soado o alarme – não com pânico, mas com sobriedade.

 

Por Greg Schlueter

 

A ovelha perdida que não vos lembraste; os perdidos que não buscastes; os feridos não vos amargastes; os fortes não guardastes; e até o que foi som, destruístes. (St. Agostinho, Sermão dos Pastores, Sermão 46)

Há uma crueldade particular em oferecer boas-vindas sem verdade. É a crueldade do porteiro sorridente que abre a porta para uma casa em colapso. Para muitos, isso não é abstração. É a história vivida de homens e mulheres como José Sciambra, que suportou as consequências infernais da negligência eclesiástica – ferido não apenas pelo pecado, mas pelo silêncio dos acusados de proclamar a Palavra.

A vida de Sciambra uma vez encarnava o que o mundo chama de libertação: sexo, afirmação, indulgência. No distrito de Castro, em São Francisco, ele foi celebrado e destruído. Ele fala de padres que o encorajaram, de paróquias adornadas com bandeiras do arco-íris e de uma Igreja que sorria gentilmente enquanto ele sangrava. Somente quando encontrou aqueles fiéis à Tradição – Sacerdotes que falavam claramente do Céu e do Inferno, do pecado e da graça – parou sua descida. Sua fidelidade, não sua suavidade, o salvou.

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Igreja em Retirada

 Vídeo: incêndio atinge igreja em Saint-Omer, na França 


Por Gabriel Mesquita


              O mundo está cada vez mais decaindo de abismo em abismo. A total transgressão à Lei de Deus é notável em toda Terra e pouquíssimos são os lugares que não aderiram a apostasia e depravação global. Abominações como o assassinato dos nascituros, talvez a mais terrível, atingem números altíssimos por ano e, pelo menos no Ocidente anteriormente cristão, são aprovadas pela maioria. As blasfêmias contra Nosso Senhor são também completamente institucionalizadas, vide a abertura da última Olimpíadas, na qual mesmo as manifestações cristãs dos atletas foram proibidas, deixando claro o lado espiritual assumido pelo Poder Global.

            Naturalmente, se pensaria que em tempos tão terríveis como o nosso, a Igreja confrontaria os falsos ideais do mundo e estivesse empenhada na evangelização. Infelizmente, não se vê isso pelo menos por parte da Cúpula da Igreja. Os altos prelados (com algumas exceções) não parecem preocupados com saída de milhões de católicos da Igreja particularmente na Europa e América Latina, nem com a imposição de leis abomináveis e abandono da prática católica pelo mundo. Hoje não há uma Igreja em saída, mas uma Igreja em retirada, que para querer agradar quem está fora se esquiva de iluminar o mundo com sua Doutrina que procede de Deus.

            Obviamente, nós como filhos da Igreja devemos fazer o que está a nosso alcance para que ela seja a Cidade acima da montanha e sejamos luz do mundo e sal da Terra (Mt 5, 13-14). De acordo com nosso estado de vida, devemos continuar a espalhar o Santo Evangelho, lembrando as palavras de São Paulo: ai de mim se não evangelizar (1 Cor 9, 16). Enfim, devemos fazer o possível para que primeiramente os mais próximos se voltem para o Senhor e sua Igreja. Devemos rezar e agir em união com a Vontade de Deus até que o Redentor nos chame, assim como um dia Ele virá para socorrer sua Esposa, que é toda Santa Igreja.

segunda-feira, 22 de julho de 2024

Crise em andamento? Vá para as raízes

Um novo livro aborda tensões não resolvidas relativas à autoridade do papa para demitir um bispo da sua diocese.

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Bispo Joseph Strickland

 

Por Anthony Jones 

 

Quando surge uma crise, as pessoas reagem de muitas maneiras diferentes, com vários graus de fecundidade. Alguns são propensos a explosões emocionais, uma opção compreensível, mas, em última análise, inútil. As redes sociais tornaram este tipo de resposta ainda mais tentador, e a difamação que muitas vezes resulta fica exposta para todos estremecerem. 

Se falar impulsivamente – online ou pessoalmente – é uma das piores maneiras de responder a uma crise, qual é a melhor? Oração, é claro. Nas Escrituras, Deus nos lembra: “Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Salmo 49:15). Uma vida comprometida de oração, especialmente quando enraizada na liturgia, é como construir sobre uma base sólida capaz de resistir a qualquer tempestade. 

A libertação divina, embora garantida ao peticionário sincero, dificilmente é automática. Na maioria das vezes, somos deixados a lutar de maneiras muito humanas, à medida que Deus conforma o nosso eu e as situações à Sua vontade. A razão é uma faculdade característica da pessoa humana e deve participar nesta transformação de todas as coisas em Cristo. Em vez de esperar passivamente pela renovação da mente que São Paulo menciona na sua carta aos Romanos, os cristãos sérios deveriam treinar o intelecto como um músculo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Monsenhor Schneider: "Esta crise sem precedentes é uma tentativa satânica de declarar o homem como o Criador"

Mais de 600 pessoas lotaram o quarto do hotel para ouvir a conferência de Monsenhor Schneider, acompanhada pelo VOX MEP, Jorge Buxadé, sob o título: "A crise moral do Ocidente, há esperança?"

athanasius schneider
Athanasius Schneider

  

Mais uma vez a realidade superou as expectativas. A sala de conferências ficou pequena para receber o Bispo Auxiliar de Astana, Monsenhor Athanasius Schneider. Pessoas de todas as idades, numerosos padres de batina e alguns deputados da VOX no Congresso participaram da conferência organizada pela Associação Luz de Trento.

O 'programa' de Buxadé para refazer o Ocidente

Em primeiro lugar, Jorge Buxadé interveio, denunciando como “uma parte considerável da hierarquia (eclesiástica) tem assumido os postulados do globalismo enunciados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e que quer permanentemente cair nas boas graças das elites políticas, midiáticas e econômicas".

“Infelizmente vivemos em Espanha onde uma parte da hierarquia parece estar ao serviço de um determinado partido político que se tem caracterizado, precisamente, pela renúncia constante à defesa dos pilares mais elementares do cristianismo”, disse o euro deputado.

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Culpa da monotonia? Especialistas católicos abordam motivos reais para crise conjugal

Shakira no videoclipe de "Monotonia" 

 

POR DAVID RAMOS

 

Em meio ao sucesso mundial da música "Monotonía", da cantora colombiana Shakira e do porto-riquenho Ozuna, especialistas católicos refletem sobre as causas das crises e separações de casais.

“Monotonia” é o segundo single do próximo álbum de Shakira. Sua letra, em que se ouve "não foi culpa sua nem minha, foi culpa da monotonia", tem sido associada ao fim do relacionamento de 12 anos da cantora colombiana com o jogador de futebol espanhol Gerard Piqué.

O videoclipe da música foi lançado em 19 de outubro e em 24 horas ultrapassou 20 milhões de visualizações no YouTube.

Até o momento, tem cerca de 91 milhões de visualizações no YouTube e lidera as paradas de serviços de música na América Latina.

domingo, 18 de setembro de 2022

Removendo Deus da sala de aula: um plano maçônico para moldar as mentes das crianças americanas

A secularização das escolas públicas que começou há quase um século tornou a sala de aula um perigo especial para a virtude moral e a fé religiosa da juventude americana.  

Imagem em destaque  

 

terça-feira, 13 de setembro de 2022

Tempos difíceis na Igreja de Cristo

 🔝 As Profecias estão se Cumprindo, nos Últimos dias Sobrevirão Tempos  Difíceis! - YouTube 


 Por João Batista


A Igreja de Cristo vive uma grande crise, dá a impressão que existem duas igrejas, e de fato estamos conseguindo perceber essa realidade. Ao longo de toda a historia, sempre aconteceu as contrariedades dentro dela, mas nunca se compara com o que estamos vivendo hoje. Ela (Igreja), está sendo maltratada no que diz respeito a moral para com o que é abominação aos olhos de Deus, o homossexualismo. Quem de fato pertence a Igreja de Cristo, jamais será a favor de tamanha ofensa a Deus, sem contar com a impureza espiritual que aconteceu com o episódio da pachamama nos jardins do Vaticano e adentrando a Capela Sistina sendo carregada por bispos. 

Jesus Cristo deu a Sua vida em resgate pela humanidade e com Seu Precioso Sangue, edificou a Sua Igreja, e o que vemos é que Ela (Igreja) está vivendo uma tremenda crise. 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Missão de ensinar, guiar e santificar

“Jesus Cristo entrega as chaves dos Céus a Pedro”, Perugino (1450-1523).

 

Por Padre David Francisquini*

 

Nada mais consentâneo com a condição sacerdotal do que fazer uso da autoridade divina das verdades reveladas para cumprir a missão de ensinar, guiar e santificar as almas neste vale de lágrimas.

Com efeito, a crise espiritual que assola o homem pós-moderno — qualificativo utilizado para causar expectativa de “bons fluidos” — é a fonte de tantos males. O ensinamento dos santos ao longo dos séculos consistiu em advertir e instruir os fiéis a propósito da falta de vida interior e de ocupação com tudo aquilo que norteia as almas, a fim de conduzi-las ao seu fim último, que é Deus.

A disposição dos evangelhos, abrindo e fechando o ano litúrgico, nos mostra a importância desses ensinamentos: “Vigiai e orai para não caírdes em tentação” (Mt 26, 41), para o qual as pessoas devem se ater sempre, já que a insistência do inimigo infernal é contínua e implacável contra uma pessoa e mesmo povos inteiros.

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Como enfrentar as crises

 

 

Por *Pe. David Francisquini

 

Quão ricos e tocantes se nos afiguram os ensinamentos do Nosso divino Redentor em forma de modelares parábolas. Bons tempos em que todos os brasileiros as conheciam das narrações feitas dos púlpitos das igrejas. Era a parábola do bom samaritano, a do semeador, a do joio e do trigo, a do grão de mostarda, a da rede lançada ao mar…

Em todas elas, com bonita narrativa sobre alguma ocorrência do dia a dia ao alcance de seus discípulos, o Homem-Deus transmitia seus ensinamentos sobre o Reino dos Céus. Referimo-nos à do grão de mostarda, considerado no Evangelho como a menor das sementes, mas do qual Jesus Cristo extraiu grande lição moral. Assim, a Boa Nova com suas parábolas desvendou a verdade que ganhou o mundo e dominou toda a Terra.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Dois bispos norte-americanos convocam a Cruzada do Rosário pela pandemia e a crise social no país


 

 

Dois bispos lançaram cruzadas do rosário em suas respectivas dioceses em agosto, pedindo aos católicos que realizem orações diárias pelo fim da pandemia, por justiça e paz, pelo fim da profanação. de igrejas e para outras múltiplas intenções, de acordo com InfoCatólica.

"Em nosso atual momento de crise,  nossa Igreja, o mundo e nosso país precisam de fé em Deus e na proteção e intercessão de Maria", disse o arcebispo Samuel Aquila, de Denver, em uma declaração em 7 de agosto. «E por isso...  estou a lançar uma Cruzada do Rosário  para pedir a Maria que leve urgentemente as nossas necessidades a Jesus»

O Arcebispo Aquila convidou todos os católicos de sua diocese a  rezar um rosário diário, começando na Solenidade da Assunção de Maria, 15 de agosto, até a Solenidade de Nossa Senhora das Dores, em 15 de setembro. Ele pediu que orassem por 15 intenções diferentes, incluindo o fim da pandemia do coronavírus e de todos aqueles que morreram do vírus, e o fim do aborto e da eutanásia e ataques à vida, bem como pela paz, justiça e fim da discriminação em razão da raça.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Resposta lamentável (mas honesta) do bispo Barron a uma igreja em crise





O famoso bispo Robert Barron respondeu recentemente a essa pergunta com outra pergunta: O que vocês estão fazendo leigos?

Em 24 de junho, o bispo Barron publicou um artigo em seu blog Word on Fire intitulado Por que 'o que os bispos estão fazendo a respeito?' É a pergunta errada. De acordo com Sua Excelência, muitos católicos leigos gostam de reclamar que sua liderança não faz nada sobre os problemas que acontecem no mundo enquanto pouco fazem. Embora ele conceda que os bispos poderiam fazer mais (embora não muito mais), ele afirma que esses católicos preocupados "estão colocando muito ônus no clero e não o suficiente em si mesmos".

segunda-feira, 13 de julho de 2020

CORONAVÍRUS: Os jesuítas da América Latina aproveitam a crise para apostatar do Deus verdadeiro




Por José Antonio Ureta

O Foro Mundial de Davos quer aproveitar a “oportunidade de ouro” do colapso econômico pós-confinamento para operar um Great Reset do sistema, tornando-o mais ecológico, igualitário e global. Os jesuítas latino-americanos são mais ambiciosos: querem aproveitar a crise para mudar de Deus.

Eles o deixam claro na revista Aurora, lançada no início da epidemia pela Conferência de Provinciais na América Latina e no Caribe, da qual já publicaram quatro números com artigos de religiosos da Companhia de Jesus e de leigos ligados a ela.

A mudança de paradigma divino, como era de esperar, se opera em nome do “discernimento” inaciano da situação. Não me estenderei sobre o abuso do conceito porque os leitores já viram em documentos e declarações do Papa Francisco, particularmente no capítulo VIII da Amoris laetitia, onde sua deformação sociológica e relativista conduz.

domingo, 10 de maio de 2020

A epidemia do ódio à paternidade

A epidemia de odium patrum abala não somente a civilização ocidental, por atacar seus fundamentos, mas também a relação entre a sociedade e Deus, pois Ele é visto ceticamente como mais um exemplo do patriarcado maligno a ser combatido.



Por Casey Chalk Tradução: e adaptação da Equipe CNP

Há uma crise “sistêmica” em nossa cultura: uma aversão crescente não apenas ao patriarcado, mas a todos os elementos da sociedade influenciados pela masculinidade e pela paternidade. Trata-se de um odium patrum — um ódio aos pais hostil e canceroso para a sociedade ocidental.
Não precisamos ir longe para encontrar exemplos de parricídio na cultura americana. Um artigo de julho de 2019 publicado no Washington Post culpou os homens pelo aumento do alcoolismo entre mães, e citou uma que alegou: “O problema de fundo é nossa sociedade patriarcal que não apoia os genitores, especialmente as mães”.

sábado, 2 de maio de 2020

O Vaticano e a ordem mundial pós-pandemia. Artigo de Massimo Faggioli

A pandemia está provocando mudanças nas relações entre a Santa Sé e a Europa, os Estados Unidos e a China.




Por Massimo Faggioli, Tradução de Moisés Sbardelotto
 
 
A pandemia da Covid-19 terá um impacto sobre a ordem mundial e as relações internacionais e, é claro, também sobre a Igreja Católica.
O papado se destaca como um ponto de referência global. Isso ocorre em parte porque a maioria dos líderes mundiais perdeu credibilidade.
Mas também porque o papa Francisco, desde o início do seu pontificado, articula continuamente a visão da única família humana neste único mundo: um mundo feito de fronteiras que podem se tornar limiares para novas relações humanas.
Nos últimos anos, o magistério papal abriu caminho para um “processo de paz global” – da Laudato si’ (a encíclica de 2015 sobre o cuidado da casa comum) ao Documento sobre a Fraternidade Humana (coassinado por Francisco e pelo Grão-Imã de al-Azhar, Ahmad al-Tayyeb, em Abu Dhabi, no dia 4 de fevereiro de 2019).

terça-feira, 21 de abril de 2020

As igrejas suíças colocam hóstias consagrados em caixas de fósforos para os fiéis

'Hóstias consagrados para levar para a Comunhão em casa', afirma uma placa manuscrita ao lado de uma tigela contendo dezenas de caixas de fósforos com a Eucaristia.



Por Martin Bürger

Várias igrejas católicas na Suíça estão oferecendo hóstias consagrados pré-embalados para os fiéis levarem e consumirem em casa em meio à proibição de missas públicas durante a pandemia de coronavírus. As hóstias consagradas, que, como acreditam os católicos, contêm o corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo, são colocadas em pequenos recipientes que parecem uma caixa de fósforos e são feitos de papel.
O site oficial de notícias da Conferência Episcopal Suíça informou sobre a prática de uma maneira favorável, sem fazer perguntas sobre sua adequação.

sábado, 18 de abril de 2020

Diário da Crise de Pe. Lombardi: a “Comunhão espiritual” no jejum eucarístico obrigatório

O ex-diretor da Rádio Vaticano, Pe. Federico Lombardi, nos ajuda a redescobrir a “Comunhão espiritual” em meio à emergência da pandemia e ao jejum do “pão quotidiano” eucarístico: “é necessário muito empenho e também tempo para entender que o ato físico de receber a hóstia santa é importantíssimo, mas não o único e indispensável para se unir a Jesus e ao seu corpo que é a Igreja”.


Papa Francisco, durante a missa diária da Santa Marta, convida fiéis a fazer a "Comunhão espiritual"  (Vatican Media)

Por Andressa Collet 
 
 
 
O Pe. Federico Lombardi, ex-diretor da Rádio Vaticano e presidente da Fundação Vaticana Joseph Ratzinger – Bento XVI, na segunda parte do Diário da Crise, aprofunda a reflexão sobre o tema da “Comunhão espiritual” que tem sido redescoberta em meio à emergência da pandemia do coronavírus. E Pe. Lombardi começa subitamente lembrando da infância e das aulas de catequese, quando afirma:
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