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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

A soberba religiosa como impedimento para o diálogo inter-religioso

Religiões hegemônicas costumam considerar que sua perspectiva é superior a de outras crenças


Como é possível dialogar com alguém quando já se parte do pressuposto de que o outro me é inferior? (Ben White/ Unsplash)

Por Fabrício Veliq*

A soberba, conhecida como um dos 7 pecados capitais, tem por sinônimo a arrogância. Em outras palavras, a pessoa soberba é aquela que se considera melhor que as outras, superior a elas, que se vê em uma posição elevada em relação a qualquer outra que cruze o seu caminho.
Pessoas soberbas, geralmente, não são bem quistas, sendo mais suportadas do que desejadas nos diversos grupos das quais fazem parte. Da mesma forma, por se considerarem melhores e superiores às outras, na maioria das vezes, não estão dispostas a ouvir posições diferentes das suas. Acham que determinada opinião ou determinado conhecimento não cooperarão em nada para seu crescimento ou amadurecimento. Na verdade, soberbos acreditam piamente que já alcançaram o máximo de conhecimento que se possa ter em determinado assunto colocado.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

A “soberba disfarçada” dos que não têm tempo para Deus

[padrepauloricardo]
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Rezamos, então? Ah, sim, rezamos! Mas o fazemos do nosso modo e em nosso tempo. As regras, somos nós que as ditamos; os termos, nós que os estabelecemos. Rezamos, sim, mas os deuses, no fundo, somos nós.



No calendário litúrgico anterior à reforma litúrgica de Paulo VI, o Tempo depois de Pentecostes (correspondente ao “Tempo Comum” de agora) era inaugurado com a parábola do grande banquete (cf. Lc 14, 16-24). O texto, proclamado no domingo seguinte à grande solenidade de Corpus Christi (o 2.º depois de Pentecostes), servia de “complemento” para os ensinamentos desta grande celebração [1], lançando uma luz sobre toda a nossa vida espiritual.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A raiz do pecado

[reporterdecristo]

Por Mirla Gomes 
30 de novembro de 2012
 
A soberba é uma erva daninha que tem mil raízes dentro de nós.

Torna-se difícil muitas vezes combatê-las porque elas tomam uma aparência de boa ação, quando na verdade, são más.
Um forte exemplo disso é o que acontece com muitas pessoas que, uma vez tendo cometido um erro, um pecado, não se conformam e não se perdoam, e ficam como que pisando a própria alma em um remorso sem fim. É um caso típico de orgulho escondido, não conseguir se perdoar.

segunda-feira, 7 de março de 2011

A SOBERBA FOI O INÍCIO DA PERDIÇÃO




A SOBERBA DE ADÃO E SUA QUEDA

“O homem, não desejou nenhuma natureza má ao comer da árvore proibida, mas cometeu uma ação má ao renunciar ao superior, pois superior a todas as coisas criadas é o Criador, cujo mandado não devia ser descumprido para comer do proibido, ainda que fosse bom, porque renunciando ao superior, se desejava uma coisa boa, mas contra o mandado do Criador. (...) A árvore foi proibida a Adão não porque fosse má, mas porque era bom para o homem estar submetido a Deus. Proibira-o, com efeito, com a finalidade de demonstrar-lhe que a alma racional não tem por natureza ser independente, mas deve estar submetida a Deus e conservar, pela obediência, a ordem da sua salvação e não violá-la pela desobediência. Eis por que a árvore de que proibira comer Ele a chamou de a “árvore da ciência do bem e do mal”[ Gn 2,9], para que, quando o homem o fizesse contra a sua proibição, experimentasse a pena do pecado, e, assim, conhecesse a diferença que há entre o bem da obediência e o mal da desobediência.”  
(Santo Agostinho. A Natureza do Bem, editora Sétimo Selo, p. 47.)

“O bem consiste em obedecer a Deus, acreditar nele e observar os seus mandamentos, e isto é vida para o homem; e o mal consiste na desobediência a Deus e isto é a sua morte”.  
(S. Ireneu de Lion, Contra as heresias, IV, 39,1)
“Se, desde o começo, o homem se tivesse humilhado e obedecido a Deus guardando o seu mandamento, não teria caído. Depois de sua queda, Deus lhe deu ainda uma ocasião de se arrepender e de obter misericórdia, mas ele ficou de cabeça erguida. Com efeito, Deus veio lhe dizer: Adão, onde estás (Gn 3, 9), isto é, de que glória caíste? E em que vergonha? Depois lhe perguntou: “Por que pecaste? Por que desobedeceste? ”querendo assim que ele dissesse: “Perdoa-me”. Mas onde está este “Perdoa-me?” Não houve humildade nem arrependimento, mas o contrário. O homem replicou: A mulher que tu me deste me enganou (Gn 3, 12). Ele não disse: “Minha mulher”, mas “A mulher que tu me deste”, como se quisesse dizer: “O fardo que me colocaste sobre a cabeça”. É assim, irmãos: quando um homem não se reprova, não acusar nem o próprio Deus. Deus se dirige em seguida à mulher e lhe diz: “Por que não guardaste, também tu o mandamento?”, como se quisesse dizer precisamente: “Tu, pelo menos me dize: “Perdoa-me”, para que tua alma se humilhe e obtenha misericórdia”. Mas ainda aí nada de “Perdoa-me” ! A mulher responde por sua vez: A serpente me enganou (Gn 3,13), como quem quer dizer: “Se ele pecou, qual a minha culpa? “ Que fazeis, infelizes? Fazei pelo menos uma metania[1], reconhecei vossa falta, tende piedade de vossa nudez! Mas nenhum dos dois quis acusar-se, nenhum dos dois demonstrou menor humildade.”  
(S. Doroteu de Gaza, Sobre a renúncia, 9)

[1] Na tradição monástica é um gesto no qual o monge inclina-se até o chão, como expressão de respeito por Deus ou por um irmão, ou de arrependimento após uma falta.

“O Senhor Deus disse à mulher: “Porque fizeste isso?” E a mulher respondeu: “A serpente me seduziu e eu comi! (Gn 3,13) Nem a mulher confessa seu pecado, mas o atribiu a outro; desiguais no sexo, iguais na soberba.”
(S.Agostinho, De Genesi ad Litteram, Livro XI, Capítulo XXXV, 48)

“Adão mudou do estado em que Deus o formou, mas mudou para pior, por sua iniqüidade.”
(S. Próspero de Aquitânia, Sententiae ex operibus S. Augustini delibatae 226:PL 36, 841)

“Nesse mesmo dia a natureza piorou e viciou-se e, por justíssima separação da árvore da vida, apoderou-se deles a necessidade da morte corporal. Com tal necessidade nascemos todos”
(S. Agostinho, A Cidade de Deus, Tomo II, Livro 13, XXIII)

“Conseqüentemente, perdeu aquela primeira túnica ou a própria justiça da qual ele caiu; perdeu a vestidura da imortalidade corporal”  
(S. Agostinho, Comentário literal ao Gênesis, Livro VI, XXVII, 38)

“Convinha que o pecador fosse vestido com ‘túnicas de pele’ que eram símbolo da mortalidade resultante do pecado, e da sua fragilidade derivada da corrupção da carne.” 
(Orígenes, Homi. In Lev. VI, 2; S.C. 286, p. 276/278)

“Comprazida no uso desordenado da própria liberdade e desdenhando servir a Deus, a alma viu-se despojada da primeira sujeição de seu corpo e, por haver livremente abandonado o Senhor superior, não mantinha submisso o servo inferior nem mantinha submissa a si mesma a carne, como teria podido manter sempre, se houvesse permanecido submissa a Deus. A carne começou, então, a desejar contra o espírito” (S. Agostinho, A Cidade de Deus, Tomo II, Livro 13, XIII)

“O sofrimento nesta vida constitui remédio com contra o orgulho, por nos cura da vanglória e da ambição. É por intermédio dele que a força de Deus resplandece nos homens doentes... a dor ensina-nos a distinguir os bens falsos, transitórios, dos verdadeiros, que duram eternamente.”
(S. João Crisóstomo, Consolationes ad Stargir. L.III)

http://advhaereses.blogspot.com/2008/02/soberba-foi-o-inicio-da-perdicao.html
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