Mais de sete séculos atrás, Santo Tomás entendeu algo que nós, em grande parte, esquecemos: a injúria pode ter um efeito sério e duradouro sobre a vida das pessoas. Uma palavra dita facilmente se esquece, mas uma palavra impressa perdura — às vezes para sempre.
Nos últimos meses, os gigantes da mídia social Facebook e Twitter
adotaram políticas de censura ainda mais restritivas. Entre muitos
católicos, há uma indignação palpável a essas ações corporativas. Isso é
compreensível. Afinal, a liberdade de expressão é tida como um direito
fundamental por grande parte das nações ocidentais [1].
Mas existe um problema subjacente muito mais preocupante: nos últimos anos, nós, católicos, temos usado essas plataformas de mídia social para cometer uma multidão de pecados.
É fácil ficar furioso com os crimes de outra pessoa, mas de uma coisa podemos ter certeza: quando você estiver diante do tribunal de Cristo, não será questionado sobre as políticas corporativas do Facebook ou do Twitter. Você será questionado se, pessoalmente, se envolveu em pecados como xingamentos, zombaria, mentira, fofoca, calúnia ou difamação.
