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domingo, 19 de outubro de 2025

Quando “Bem-vindo” colide com César: Dilexi Te e a pergunta que falta

Invocar precedentes históricos de uma época diferente e ordem jurídica para justificar a imigração ilegal em massa no presente estende a analogia além da razão.

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Por João M. Grondelski 

 

A Exortação Apostólica Dilexi Te limita a sua discussão sobre os “migrantes” a três parágrafos: 73–75. O parágrafo 73 afirma que “A experiência da migração acompanha a história do Povo de Deus”, citando Abraão, Moisés e a Fuga para o Egito. O parágrafo 74 se concentra em duas figuras da Igreja do século XIX envolvidas no cuidado de migrantes nas Américas: St. Frances Xavier Cabrini e o bispo Giovanni Battista Scalabrini. O parágrafo 75 cita exemplos contemporâneos de trabalho com “migrantes”, citando a linha do Papa Francisco de que “nossa resposta aos desafios colocados pela migração contemporânea pode ser resumida em quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar”. Recorda-nos ainda que cada pessoa é filho de Deus, feita à imagem e semelhança divinas, e insiste que «a proclamação do Evangelho só é crível quando se traduz em gestos de proximidade e acolhimento», concluindo que «em todo migrante rejeitado, é o próprio Cristo que bate à porta da comunidade».

Antes mesmo que essas reivindicações cheguem ao nível da teologia, a lógica padrão as desafiaria. A primeira questão surge do que o Dilexi Te não faz: o estatuto legal de um “migrante”. A Exortação simplesmente ignora a questão. Só existem “migrantes”.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Constitui pecado mortal ler o Alcorão e outros livros islâmicos?

Pergunta — A Federação Islâmica do Brasil faz envio gratuito de livros, seja o Alcorão ou outros. Ao todo são 18 livros, podendo-se receber três por mês. Ter tais obras dentro de casa atrai o demônio, ou mesmo maldição? Constitui pecado mortal ler o Alcorão e outros livros islâmicos? Sei que o islamismo, assim como todas as religiões falsas, são obras que vêm do demônio, por isso peço-lhe o favor de esclarecer minha dúvida.

 

 

Por Padre David Francisquini

 

Resposta — Desejaríamos que todos os leitores tivessem o mesmo zelo e vigilância manifestados pelo nosso missivista ao perguntar sobre este assunto. De fato, as religiões falsas são favorecidas pelo demônio para afastar as almas da salvação, a qual nos vem por meio da única Igreja verdadeira, que é a Igreja Católica, fundada por Jesus Cristo para prolongar até o fim do mundo a sua obra redentora. Sendo o Islã a falsa religião que mais progride no mundo atual, sem dúvida tornou-se a arma mais perigosa da qual se serve o diabo para perverter ou perseguir os cristãos, até mesmo com atentados violentos realizados ao grito de Allahu akbar! (Alá é grande).

Nesta minha resposta eu amplio o alcance da pergunta do nosso leitor, de tal modo que ela se aplica — além do Alcorão e outros livros islâmicos — a todas as mensagens contrárias à Fé católica e aos bons costumes, que recebemos através dos recursos modernos da mídia escrita ou digital. No Código de Direito Canônico (CDC) há um título sobre “os meios de comunicação social e em especial dos livros”, em cujo cânon 823 é afirmado que “os pastores da Igreja têm o direito e o dever de vigiar para que a fé ou os costumes dos fiéis não sofram danos com os escritos ou uso dos meios de comunicação social”.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Teria Jesus permitido o divórcio?

O que quis dizer Nosso Senhor quando afirmou que “todo aquele que repudiar a sua mulher, a não ser por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério”? Seria essa difícil passagem do Evangelho uma exceção à regra de que o matrimônio é indissolúvel?


 Por Equipe Christo Nihil Praeponere 
 

Recebemos no suporte do site a seguinte pergunta: “Em Mt 19, 9, existem traduções protestantes, e a Vulgata (se não me engano) diz que o divórcio é permitido em caso de fornicação do cônjuge, mas as traduções católicas dizem que só em caso de casamento nulo. Os protestantes atuais se divorciam e casam-se novamente, já na Igreja Católica só se separa com casamento nulo ou morte. Qual a tradução correta? E por que essa suposta ‘brecha’ só aparece em Mateus?”

Resposta: Sua pergunta toca num ponto delicado e importante da doutrina cristã, razão por que merece uma resposta um pouco mais detalhada [1]. Esperamos que os pontos abaixo sejam suficientes para esclarecer a dúvida. A resposta traduz, quase literalmente, a lição de um biblista (cf. H. Simón, Prælectiones Biblicæ, vol. 1, n. 206) e a de um teólogo moral (D. Prümmer, Manuale Theologiæ Moralis, vol. 3, n. 662) a esse respeito.

1) No Antigo Testamento. — A antiga Lei (cf. Dt 24, 1) permitia aos judeus despedir a esposa por “qualquer coisa inconveniente” (em latim, na Vulgata: propter aliquam fœditatem; em hebraico: ‘erwah = “nudez”, quer dizer, “indecência”), entregando-lhe um libelo de repúdio. No tempo de Cristo, a escola rabínica Shammai ensinava que apenas em caso de adultério seria lícito o repúdio; a escola Hillel, contudo, pervertendo o sentido e as palavras da Lei, opinava que a mulher poderia ser despedida por qualquer motivo.

sábado, 24 de outubro de 2020

Um católico pode ser a favor do "casamento gay"?

A 3 de Junho de 2003, a Congregação para a Doutrina da Fé emitiu um documento assinado pelo seu prefeito, Cardeal Joseph Ratzinger, sobre o reconhecimento legal das uniões entre pessoas do mesmo sexo. O documento é muito claro ao explicar que nenhum católico pode ser favorável a qualquer tipo de união desse género.

ARGUMENTAÇÕES RACIONAIS
CONTRA O RECONHECIMENTO LEGAL
DAS UNIÕES HOMOSSEXUAIS
 

De ordem relativa à reta razão

A função da lei civil é certamente mais limitada que a da lei moral. A lei civil, todavia, não pode entrar em contradição com a reta razão sob pena de perder a força de obrigar a consciência. Qualquer lei feita pelos homens tem razão de lei na medida que estiver em conformidade com a lei moral natural, reconhecida pela reta razão, e sobretudo na medida que respeitar os direitos inalienáveis de toda a pessoa. As legislações que favorecem as uniões homossexuais são contrárias à reta razão, porque dão à união entre duas pessoas do mesmo sexo garantias jurídicas análogas às da instituição matrimonial. Considerando os valores em causa, o Estado não pode legalizar tais uniões sem faltar ao seu dever de promover e tutelar uma instituição essencial ao bem comum, como é o matrimônio.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Por que se têm empregado o termo “entrega” em vez de “consagração”?

 

 

 

Pergunta — Durante a pandemia do coronavírus, fiéis de vários países pediram a seus episcopados que renovassem a consagração de suas nações a Nossa Senhora, a fim de obter a sua benevolência e o fim da pandemia. Chamou-me a atenção que os bispos da Itália e de Portugal, nos respectivos atos litúrgicos que realizaram para atender a esse pedido, reservaram a palavra “consagração” exclusivamente a Jesus. No que se refere a Maria, empregaram em Fátima o termo “entrega”; e “no santuário italiano de Caravaggio, “affidamento”, que quer dizer a mesma coisa. Achei isso estranho, já que Nossa Senhora em Fátima pediu a “consagração” da Rússia (não apenas a “entrega”) ao Imaculado Coração de Maria. Se a Rússia pode ser consagrada à nossa Mãe do Céu, por que não Portugal ou Itália, quanto mais em uma emergência tão grave como esta?

Resposta — Essa reticência dos prelados e dos teólogos em empregar o termo “consagração” em relação a Nossa Senhora vem desde o tempo anterior ao Concílio Vaticano II, sob pretexto de que “uma consagração propriamente dita não se faz senão a uma Pessoa divina, pois a consagração é um ato de latria, cujo termo final apenas pode ser Deus”, como escreveu o jesuíta Pe. Juan Alfaro.[1]

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Como o Vaticano defenderá seus santos?

O que está sendo feito para tentar mudar a percepção pública hostil que está sendo fomentada pelos perseguidores póstumos de São Junipero Serra?


Uma estátua com a cabeça inclinada de Saint Junipero Serra no Museu da Missão Serra, o antigo local de um forte e o primeiro assentamento europeu da Costa do Pacífico. (Sherry V Smith / Shutterstock)



Por Paul Kengor


Recentemente, escrevi um artigo para o National Catholic Register sobre os ataques furiosos aos memoriais em St. Junipero Serra por toda a Califórnia, de San Francisco ao longo da costa até Santa Barbara, Ventura, Los Angeles e muito mais.

St. Junipero foi um pioneiro da Califórnia, um pai fundador. Para destruí-lo em todo o estado, é necessário um esforço considerável, mas seus detratores implacáveis ​​estão ansiosos para dedicar tempo e energia à causa. Esta é uma cruzada secular para minar o homem que evangelizou a Califórnia e que agora está sendo caracterizado como nada menos que um racista genocida.

Seja derrubando a estátua com um laço e correntes em San Francisco ou pintando com spray de vermelho e serrando no pescoço em Santa Barbara, eles estão literalmente na cabeça do santo por toda a Califórnia.

Desde que publiquei esse artigo, nem quatro semanas atrás, a situação só piorou. Nenhuma estátua de St. Junipero parece segura no Golden State. Em Sacramento, no fim de semana de quatro de julho, em uma exibição absolutamente arrepiante de assistir, uma multidão enfurecida golpeou o rosto de uma estátua de Serra, pintou com spray, puxou-o para baixo, pulou sobre ele e martelou o tempo todo, cantando e xingando. no escuro da noite em uma cena perturbadoramente pagã.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Porque Deus pode querer esconder seu rosto de nós

O pecado pode remover a face de Deus que é manifestada nos sacramentos. Pensamos em injustiças sociais, em comunhões sacrílegas, na partida da missa dominical, por diversão ou trabalho, por desvios sexuais, por aborto, por eutanásia, por desequilíbrios doutrinários, por absolvição de não-pecadores. arrependido em abusos litúrgicos. Provavelmente Deus disse: "Basta!" Tudo isso também envolve inocentes, mas não por acaso ...



Por Riccardo Barile
 

Há avaliações e reações no Covid-19 relacionadas à experiência humana que os cristãos compartilham seguindo a regra: “Examine tudo; sustenta o que é bom.” (1 Tes. 5:21). Depois, há avaliações da fé de apenas cristãos, por exemplo, vivendo o Covid-19 como uma oportunidade de praticar a exortação de Jesus: “Se alguém quiser vir atrás de mim, negue a si mesmo, tome sua cruz todos os dias, e segue-me.” (Lc 9:23), na confiança de que Jesus Cristo redimirá cada cruz e florescerá solidariedade, serviço e justiça para com os mais fracos.

Nesse comprimento de onda está o enigma e a dor das celebrações inacessíveis. E aqui os pontos de vista podem ser diferenciados: uma coisa é a razão de ficar em casa e acompanhar as celebrações e orações na televisão ou na Internet; Outra é, como sacerdote e religioso como aquele que assina, para raciocinar, muitas vezes indo à igreja e vendo-a vazia por horas.

sábado, 25 de maio de 2019

A pergunta que mudou a minha maneira de tomar decisões

[aleteia]
Zuzanna Górska-Kanabus

Se você não quer agir sob a influência das emoções, pense no motivo que está por trás das suas ações



Como você costuma fazer para tomar decisões? A maioria das pessoas, e eu me incluo nessa, quer ser racional e tomar decisões baseadas em dados e fatos. Queremos crer que usamos o senso comum – e não só as emoções – para escolhermos as melhores soluções.
No entanto, geralmente nos guiamos pelas emoções – o que os vendedores e os publicitários conhecem perfeitamente. 

sábado, 30 de março de 2019

Um protestante pergunta sobre a transubstanciação

[padrepauloricardo]
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

A Igreja Católica inventou a transubstanciação? Jesus Cristo está realmente presente na Eucaristia ou Ele usou o sentido figurado quando disse: “Isto é o meu corpo”?



Um protestante entrou em contato conosco há alguns dias, demonstrando sinceridade e vontade de aprender algumas coisas acerca da Eucaristia. Por considerarmos que a resposta às suas indagações poderá ser de grande utilidade para todos os nossos leitores, decidimos torná-la pública.
Comecemos pelas questões que ele coloca, por ordem:
  1. ele questiona o termo transubstanciação, com o qual a Igreja procurou descrever o mistério que se dá neste sacramento; depois,

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Se Cristo andava com os pecadores, por que nem todos podem comungar?

Por Padre Paulo Ricardo

Se Jesus Cristo comia e bebia com os pecadores durante sua vida pública, por que nem todos podem comungar do Corpo e Sangue de Nosso Senhor na Eucaristia?



Quem nunca ouviu versículos bíblicos sendo usados para a defesa de opiniões as mais disparatadas? Há alguns anos, em um vídeo que viralizou na internet, o Fantástico exibia o caso de um pastor protestante que, a partir de um versículo mal lido de Oseias, tinha chegado à conclusão (!) de que deveria “adulterar” uma fiel de sua igreja.

sábado, 4 de agosto de 2018

Por que Deus nos permite as enfermidades?

[abim]
Por Monsenhor José Luiz Villac


Pergunta — Tenho uma dúvida, e gostaria que fosse respondida pelo Monsenhor José Luiz Villac. Uma senhora que se encontra com câncer queria saber o significado das doenças, que Deus permite às suas criaturas. Se Deus é Deus, e temos fé nisso, como pode mandar doenças ou outras desgraças para pessoas que têm fé? Assim, elas podem ficar em dúvida quanto ao amor de Deus para conosco. Eu queria saber se de fato Deus deseja essas coisas ruins, ou se elas são mandadas pelo diabo.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Quando devo me confessar? Padre Fortea responde.

[churchpop]


O sacerdote e teólogo espanhol José Antonio Fortea refletiu em um recente artigo sobre a frequência que um cristão deveria recorrer ao sacramento da reconciliação. Recordou que “na época de Santo Agostinho, por exemplo, a confissão era algo realizado a cada muito tempo, sem ser preciso quanto tempo”.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Posso ser contrário ao ecumenismo?

[abim]
Por Monsenhor José Luiz Villac
 
Página do Vaticano no Youtube que apresenta o vídeo com intenções do Papa Francisco, em janeiro deste ano, onde pede orações pelo diálogo inter-religioso…

Pergunta — Desde o Concílio Vaticano II ouço muitas pessoas defendendo o diálogo inter-religioso e o ecumenismo. Como católico, posso ser contrário a essas posições? Creio que devemos respeitar todas as pessoas, mas não colocar a Igreja de Cristo em pé de igualdade com falsas religiões. Estou certo ou errado em pensar assim?
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terça-feira, 2 de maio de 2017

Uma pergunta sobre a frase “Roma perderá a fé e se tornará sede do Anticristo”

[aparicaodelasalette]
Por Luis Dufaur

Grande incêndio de Roma no ano 64, Thomas Cole (1801 – 1848)

Recebemos a seguinte pergunta, e como a preocupação que revela é assaz espalhada a reproduzimos neste post. Ei-la:

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Estamos comungando Jesus ou comendo hóstias?

[aleteia]

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O aborto pode ser legalizado agora que todos os sacerdotes podem absolvê-lo?



26 Nov. 16
Por David Ramos



REDAÇÃO CENTRAL, (ACI).- Muitas organizações promotoras do aborto usam a nova disposição do Papa Francisco – permitir que todos os sacerdotes absolvam este pecado – para renovar seus esforços a fim de legalizar esta prática em países de maioria católica. Têm sentido suas reclamações?

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Por que nós, católicos, somos tão ruins de companheirismo?

[aleteia]

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Sexo antes do casamento é pecado? Nossa resposta a um desabafo.

[padrepauloricardo]
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

 

Enquanto continuarmos achando que as cadeias do nosso pecado são apenas pulseiras de adorno, a verdade do Evangelho de Cristo jamais nos libertará. 

 


Em reação ao vídeo "Por que o sexo antes do casamento é pecado?", um rapaz nos direcionou a seguinte mensagem no Facebook:

sexta-feira, 11 de março de 2016

Devemos buscar ser perfeitos?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Aquela reação de Francisco à pergunta sobre a Aids e a camisinha


Se tivesse dito que a distribuição de preservativos, sem campanhas de educação sexual e à fidelidade, não adianta, ele teria sido atacado como aconteceu com Bento XVI. Se tivesse feito aberturas explícitas, teria sido alvejado pelos ambientes jornalístico-eclesiásticos dos "controladores da doutrina" que, todos os dias, tentam colocá-lo em apuros.
A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no sítio Vatican Insider, 01-12-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
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