Por D. Henrique Soares da Costa, Bispo de Palmares, PE
O cristão não teme as bestas, não se admira nem se dobra ante sua grandeza
Quando meditamos sobre o precioso Livro do Apocalipse, constatamos,
edificados na convicção dos cristãos, de que há um Senhor nos Céus e,
portanto, há um rumo e um sentido para a história e a vida do mundo; em
última análise, há um sentido e um rumo para a minha existência pessoal.
No capítulo 13 deste último livro da Escritura Santa, há uma imagem
inquietante e atual, a ser interpretada com profundidade e lucidez: João
vê uma besta (cf. 13,1) de dez chifres (símbolo de força, de poder
militar e agressividade), dez diademas (símbolo da realeza, do poder
político) e sobre as cabeças, um nome blasfemo (porque essa besta quer
assumir o poder e o papel de Deus). A besta tinha poder, trono e grande
autoridade; possuía até uma ferida mortal, que foi curada. E o mundo,
cheio de admiração, seguiu a besta, pois dizia; “Quem é como a besta?” E a adorou dizendo: “Quem pode lutar contra ela?” Essa
besta recebeu poder de guerrear contra os cristãos e vencê-los, bem
como autoridade sobre toda a humanidade. Havia ainda uma outra besta
(cf. 13,11)…

