Mostrando postagens com marcador Romance. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Romance. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de julho de 2025

Leia este livro!

Chesterton, como escritor da e para a imaginação humana, pode ser o melhor evangelista numa era em que a verdade não tem permissão para entrar e a beleza foi substituída pelo obsceno.

https://crisismagazine.com/wp-content/uploads/2025/07/G._K._Chesterton_at_work.jpg 

 

Por Régis Martinho 

 

Desde que Pascal compilou cerca de oitocentos fragmentos de insights religiosos sobre aquela que viria a ser a obra da sua vida — uma obra-prima de apologética que deixou inacabada após a sua morte, em 1670 —, não houve nada que se equiparasse à pura beleza e persuasão das  Pensées. Até que G. K. Chesterton apareceu para nos dar  Ortodoxia, obra que, no juízo de muitos, talvez nunca seja superada na sua brilhante e original defesa da religião cristã. E pensar que ainda não se tinha tornado católico romano quando se sentou para a escrever em 1908. A conversão só viria anos mais tarde, em 1922.

No entanto, após a sua morte em 1936, a sua viúva receberia um telegrama assinado por Sua Santidade, o papa, declarando o seu marido "Defensor da Fé", título conferido pela última vez três séculos antes ao Rei Henrique VIII, que, antes de terminar mil anos ou mais de fidelidade à Única Igreja Verdadeira, a defendera contra as afirmações de Martinho Lutero. Como Chesterton teria saboreado a ironia disto.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Malachi Martin e o último Papa

Lutas de poder, maçons, seitas satânicas, homossexualidade, pedofilia e geopolítica se entrelaçam na trama de 'O Último Papa', tecida à margem da Igreja Católica resultante do Concílio Vaticano II.

O Último Papa Malchi Martin 

 

Estamos em 1963, ano em que Satanás é entronizado na Capela Paulina do Vaticano, numa terrível cerimônia secreta da qual participam vários cardeais e bispos. Trinta anos depois, uma conspiração de eclesiásticos, políticos e empresários, unidos por sua filiação à Maçonaria, sua ilusão globalista e sua submissão ao diabo, tenta implantar um governo mundial, tentando fazer com que a Igreja Católica abandone seu papel de Noiva de Cristo para servir ao poder global.

Prestes a atingir seu objetivo, os integrantes dessa conspiração lutam para superar seu último obstáculo: 'o Papa eslavo', um homem profundamente espiritual que resiste na cátedra de São Pedro às aspirações dos conspiradores. Acossado dentro da própria estrutura do Vaticano e pressionado por seus inimigos a renunciar, o Papa confia em um jovem padre americano para jogar um jogo definitivo na guerra contra o mal.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Morte, onde está tua vitória?

Uma humilde interpretação do romance de Daniel Rops

Por Elisa Hulshof

SÃO PAULO, quarta-feira, 19 de dezembro de 2012 (ZENIT.org) - Muito se poderia dizer sobre o romance de Daniel Rops, cuja inquestionável qualidade se apresenta nos mínimos detalhes. Logo na primeira impressão, algumas coisas não se podem deixar de notar: A perfeita habilidade do autor, não somente com a escrita, mas também com a profundidade e verossimilhança das personagens, e da própria história em si. Nota-se perfeitamente que não se trata de fantasia, é o verdadeiro quadro de uma história de vida. Os fatos, do começo ao fim, se desenvolvem com tanta coerência que com grande facilidade poderíamos atribuir à narrativa a impressão de ser perfeitamente baseada em fatos reais.  
Muitos outros grandes romances, como tal, nos trazem às mãos toda uma vida que vemos passar diante dos nossos olhos através das páginas, desde a terna infância até o começo de uma nova vida. É esse elo com a vida em si, como ela é, como a sentimos em nossa própria pele, de corpo e espírito que dá ao romance uma profundidade que nenhum conto de fadas pode alcançar: Independente de um fim amargo e dos sofrimentos das personagens é impossível deixar de aprecia-lo. E mais impossível ainda, não reconhecer sua qualidade.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...