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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Mons. Nicola Bux: O sagrado não pode se tornar prejudicial





No dia 12 de fevereiro o Prof. Mons. Nicola Bux nos deu uma entrevista no canal do YouTube La Sacristía de La Vendée que, por seu interesse, nós jogamos aqui.

Mons. Nicola Bux (Bari, 1947) é uma sacerdote e teólogo italiano especializado em liturgia e sacramentos, colaborador próximo do cardeal Joseph Ratzinger e mais tarde de Bento XVI. Foi consultor de vários dicastérios da Santa Sé, incluindo a Congregação para a Doutrina da Fé, o Ofício das Celebrações Litúrgicas do Papa e o Dicastério para o Culto Divino. Professor de liturgia e autor de numerosos livros, é conhecido por sua defesa da tradição litúrgica e sua participação nas obras preparatórias do Sínodo sobre a Eucaristia.

Entrevista com o Prof. Mons. Nicola Bux

1. “Qual foi, na opinião dele, a intenção principal de Bento XVI em promulgar o Summorum Pontificum?”

A principal intenção de Bento XVI era iniciar uma reconsideração da reforma litúrgica como um todo, incluindo as partes já aplicadas, à luz do verdadeiro espírito da liturgia. Já Paulo VI, no bulo Apostolorum Limina (23 de maio de 1974), por ocasião da convocação do Ano Santo de 1975, afirmou sobre a renovação litúrgica: “consideramos muito oportunamente uma obra de revisão e desenvolvimento que, sobre os fundamentos seguros estabelecidos pela autoridade da Igreja, nos permite discernir bem o que é verdadeiramente válido nas múltiplas e diversas experiências realizadas em toda parte, e promover uma aplicação cada vez melhor”.

domingo, 12 de outubro de 2025

A promulgação da Reforma Litúrgica perante a Infalibilidade da Igreja

  

 

Por R. Pe. Alejandro Rivero

 

Colocamos a continuação a objeção-resposta (A candeia debaixo do alqueire) à questão da promulgação da nova liturgia que serve de base para a palestra. Convidamos o leitor a fazer um pequeno esforço de leitura para seguir a solidíssima argumentação teológica do Pe Calderón. No final de dita leitura poderá se perceber que a nova liturgia é de fato PREJUDUCIAL À FÉ em primeiro lugar, e por isso mesmo chega em muitíssimos casos a ser PECAMINOSA, ILÍCITA, NÃO CATÓLICA E HERÉTICA. São os mal chamados “abusos litúrgicos”1. Caro leitor se o senhor é daqueles que abominam da nova liturgia, eis então o fundamento teológico do que o seu “sensus fidei” lhe diz claramente. Por outro lado se o caro leitor não gosta da nova liturgia, mas teme a desobediência, eis então o necessário esclarecimento da inteligência para que a vontade possa segui-la. A respeito da posição sedevacantista (como se poderá ouvir no áudio) a explicação deixa claro como não é necessário o argumento apresentado acima (Sr Jonh Daly) toda vez que qualquer Papa pode errar se não respeita o marco necessário da sua infalibilidade. Agora, se o tamanho e gravidade do erro é ou não pecado e se esse pecado é causa suficiente para ele perder seu cargo é um assunto completamente distinto sobre o qual nos não disputamos neste artigo/palestra.
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“A Nova Missa leva ao pecado contra a fé, e é um dos pecados mais graves, mais perigosos, porque perder a fé é o afastamento da revelação, o afastamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, o afastamento da Igreja.”
Dom Marcel Lefebvre


“Repitamos, então, nossa conclusão: a reforma litúrgica conciliar não compromete nem minimamente a infalibilidade. Sustentá-lo no terreno da teologia só pode ser feito por insensatez ou por maquiavélica conveniência”
Pe Álvaro Calderon
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sábado, 22 de julho de 2023

Instrumentum Laboris ou Instrumentum Deceptionis?

(Gavin Ashenden/The Catholic Herald) - A Igreja Católica precisa seriamente de renovação. Mas quando você não precisou disso?

Sínodo da sinodalidade LGBT


A tarefa de cada geração é de discernimento. O discernimento é ao mesmo tempo uma faceta do bom senso, mas, como tantos outros aspectos da vida de fé, também tem uma dimensão espiritual ou sobrenatural. São Paulo nos lembra que o discernimento é também um dom do Espírito Santo. Precisamos ver em duas dimensões, tanto material quanto espiritual.

A impressão imediata que o "Instrumentum Laboris" dá é que se trata antes de tudo de um documento político, tratando de dinâmicas terapêuticas e progressistas; insensível (na melhor das hipóteses) à dimensão da alma e do espírito, preferindo o ego e a reforma social.

A sinodalidade é, de fato, um processo contínuo que se desenvolve naturalmente fora de qualquer planejamento burocrático. Os católicos conversam e se consultam. Olham, percebem, avaliam, reclamam e se felicitam. Nunca foi óbvio que um processo sinódico formal fosse necessário. Mas é onde estamos agora.

Quais são as áreas de reforma que o processo sinódico informal que não deixou de existir aponta como maiores preocupações?

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

A reforma litúrgica que o Concílio Vaticano II desejava

A publicação dos Custódios Motu Proprio Traditionis levantou uma polêmica que parecia felizmente superada com o Summorum Pontificum. O foco tem sido em um pequeno grupo dentro da Igreja, uma minoria, remontando aos debates dos anos 1970, aqueles imediatamente após a reforma litúrgica.

Mas o que aconteceu no Concílio Vaticano II? Por que, depois de mais de cinco décadas, a resistência à nova massa não foi superada? A missa reformada foi aprovada pelo Concílio Vaticano II? Paulo VI foi além das reformas pretendidas pelos padres conciliares?

A missa que hoje se celebra na grande maioria do mundo católico é a missa reformada por Paulo VI no final dos anos sessenta. Isso pôs fim à chamada missa tridentina, cujo missal foi aprovado pelo Papa Pio V no século XVI, seguindo as diretrizes do Concílio de Trento. Pode-se dizer que a atual Missa, a Missa de Paulo VI, é a Missa do Concílio Vaticano II, da mesma forma que dizemos que a de São Pio V é a Missa Tridentina.

sábado, 17 de abril de 2021

O futuro da reforma litúrgica católica

Além do sexo, nada é mais acaloradamente debatido na Igreja Católica do que a liturgia. 

A Sagrada Comunhão é oferecida.

 

 De Thomas Reese

 

(RNS) - Além do sexo, nada é mais acaloradamente debatido pelos católicos do que a liturgia. Todo mundo tem opiniões fortes com base em anos de experiência pessoal.

Nas décadas de 1960 e 1970, o Papa Paulo VI implementou reformas litúrgicas revolucionárias estabelecidas pelo Concílio Vaticano II, mas após sua morte em 1978, o Vaticano interrompeu as mudanças. Agora é hora de uma segunda fase.

Em uma coluna anterior, recomendei que a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos de Roma atualizasse o processo pelo qual considera as questões litúrgicas. Defendi por mais transparência e consulta em conformidade com o princípio da colegialidade promovido pelo Vaticano II e o princípio da sinodalidade promovido pelo Papa Francisco.

O objetivo de um processo transparente e colegiado é desenvolver uma boa liturgia que seja apoiada por um consenso dentro da comunidade.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Uma Igreja missionária: a reforma de Papa Francisco. Entrevista especial com Sérgio Coutinho

IHU - “A compreensão de ‘conversão pastoral’ em Francisco vai, antes de mais nada, muito além das mudanças meramente ‘estruturais’ na Igreja. Ela se refere principalmente a ‘mudanças de atitudes’”, frisa o historiador.

        Foto de ultimosegundo.ig.com.br
“Apoteótica”. É assim que o historiador Sérgio Coutinho define a primeira visita do Papa Francisco ao Brasil, a qual, “teve um impacto maior que a primeira visita do Papa João Paulo II, em 1980, e muitíssimo acima em relação à visita de Bento de XVI, em 2007”. Na avaliação dele, os discursos breves foram “bem estruturados do ponto de vista das ideias” e tiveram uma “forte carga profética: denunciando as injustiças e anunciando a possibilidade de ‘outro mundo possível’ e de ‘outra Igreja possível’”.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A reforma liturgica de Bento XVI

[bibliacatolica]

2 setembro 2012 

A melhor catequese é a liturgia bem celebrada. A grande confusão na cabeça de muitos fiéis é reflexo da grande confusão litúrgica e doutrinária que eles presenciam.
Não parece haver caminho mais seguro e acertado para remediar a liturgia: a observância das normas, o esforço por celebrar bela e dignamente os sagrados mistérios. A liturgia é o rosto da Igreja, sua fonte de vida, seu vigor. Salvando a liturgia, a Igreja terá forças para salvar o mundo.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Da missa tridentina à reforma litúrgica do Vaticano II – Parte 4. Artigo de Enzo Bianchi

01/05/2012

IHU - Com uma forte marca autobiográfica, o prior de Bose relata como viveu a missa nos anos anteriores à reforma litúrgica. Palavras densas de memória e ricas de sugestões, que transparecem todo o afeto para com uma forma litúrgica que foi alimento espiritual imprescindível na primeira parte da sua vida.

Veja abaixo, em Para ler mais, as demais partes.

“Nos anos 1950 e 1960 do século passado, a pregação era uma oportunidade para a defesa da Igreja, para a luta contra o ateísmo, o comunismo e o desaparecimento da rigorosa moral sexual, em uma sociedade que perdia os seus parâmetros e conhecia uma nova cultura, cada vez menos tradicional e cada vez mais embebida de individualismo e de liberdade”, conta Bianchi

Publicamos aqui a quarta parte da análise do monge e teólogo italiano Enzo Bianchi, prior e fundador da Comunidade de Bose. O artigo foi publicado na Revista do Clero Italiano, n°. 3, de março de 2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Da missa tridentina à reforma litúrgica do Vaticano II – Parte 3. Artigo de Enzo Bianchi

30/04/2012

IHU - Nesta terceira parte de seu artigo (veja abaixo, em Leia mais, as demais partes), Enzo Bianchi relata como viveu a missa nos anos anteriores à reforma litúrgica, aquela forma litúrgica que foi o alimento espiritual imprescindível na primeira parte da sua vida.

“Todos, ajoelhados, olhavam para o padre que, no altar, inclinado sobre a hóstia e sobre o cálice, pronunciava em voz baixíssima as palavras da consagração. Aquele era o 'santíssimo' da missa. Ver a hóstia e o cálice, para muitos, era o elemento decisivo da missa, a máxima comunhão possível com o Senhor, porque quase ninguém, depois, acedia à comunhão do corpo do Senhor. A comunhão sacramental, de fato, era praticada por pouquíssimos”, comenta Bianchi.

Publicamos aqui a terceira parte da análise do monge italiano Enzo Bianchi, prior e fundador da Comunidade de Bose. O artigo foi publicado na Revista do Clero Italiano, n°. 3, de março de 2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

sábado, 28 de abril de 2012

Da missa tridentina à reforma litúrgica do Vaticano II – Parte 1. Artigo de Enzo Bianchi

28/04/2012

IHU - Com uma forte marca autobiográfica, o prior de Bose relata como viveu a missa nos anos anteriores à reforma litúrgica. Palavras densas de memória e ricas de sugestões, que transparecem todo o afeto para com uma forma litúrgica que foi alimento espiritual imprescindível na primeira parte da sua vida. E, na passagem para a nova forma da missa, posterior ao Vaticano II, os seus inegáveis enriquecimentos – em particular a língua e o lecionário – e alguns defeitos – no canto litúrgico. Na reforma, enfim, reside "a continuidade, a tradição que cresce e se renova para não morrer ou decair, mas que sempre sabe conservar a si mesma, a mesma aliança entre Deus e seu povo".

Publicamos aqui a primeira parte da análise do monge e teólogo italiano Enzo Bianchi, prior e fundador da Comunidade de Bose. O artigo foi publicado na Revista do Clero Italiano, n°. 3, de março de 2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

sábado, 14 de maio de 2011

Debate pós-Universae Ecclesiae [II] – Ritus Romanus et Ritus Modernus: Existiu alguma reforma litúrgica antes de Paulo VI?

fratres in unum

Estamos apresentando uma série de artigos para desenvolver um debate sadio e respeitoso na sequência da publicação da Instrução Universae Ecclesiae. A caixa de comentários estará aberta aos que desejarem contribuir exclusivamente com argumentos, i.e., sem ofensas, provocações ou zombarias.
* * *

segunda-feira, 7 de março de 2011

QUANDO A LITURGIA SE VOLTA PARA O CULTO DO HOMEM

QUANDO A LITURGIA SE TORNA MERA BRINCADEIRA

“A história do bezerro de ouro alerta para um culto autocrático e egoísta em que, no fundo, não se faz questão de Deus, mas sim em criar um pequeno mundo alternativo por conta própria. Aí, então a Liturgia se torna mera brincadeira. Ou pior: ela significa o abandono do Deus verdadeiro, disfarçado debaixo de um tampo sacro.” (RATZINGER, Joseph. Introdução ao Espírito da Liturgia. Paulinas: Prior Velho (Portugal), 2006, p.16)
“Este culto torna-se uma celebração da comunidade para com ela própria; ele é uma auto-afirmação. A adoração de Deus torna-se num rodopio em volta de si próprio: o comer, o beber, o divertir-se; A dança em volta do bezerro de ouro é a imagem do culto à procura de si, tornando-se numa espécie de auto-satisfação frívola.” (RATZINGER, Joseph. Introdução ao Espírito da Liturgia. Paulinas: Prior Velho (Portugal), 2006, p.16)


QUANDO SE TORNA CELEBRAÇÃO DE SI

“Cada vez menos é Deus que se encontra em destaque, cada vez mais importância ganha tudo o que as pessoas aqui reunidas fazem e que em nada se querem submeter a um “esquema prescrito”. O sacerdote que se volta para a comunidade forma, juntamente com ela, um círculo fechado em si. A sua forma deixou de ser aberta para cima e para frente; ela encerra-se em si própria. Voltar-se em conjunto para o Oriente, não era uma “celebração da parede” e não significava do sacerdote “virar costas ao povo”: no fundo, isso não tinha muita importância. Porque da mesma maneira como as pessoas na Sinagoga se voltavam para Jerusalém, elas voltavam-se aqui em conjunto “para o Senhor”. (RATZINGER, Joseph. Introdução ao Espírito da Liturgia. Paulinas: Prior Velho (Portugal), 2006, p.59)
“Considero as inovações mais absurdas das últimas décadas aquelas que põem de lado a cruz, a fim de libertar a vista dos fiéis para o sacerdote. Será que a cruz incomoda a eucaristia? Será que o sacerdote é mais importante do que o Senhor” (RATZINGER, Joseph. Introdução ao Espírito da Liturgia. Paulinas: Prior Velho (Portugal), 2006, p.62)

QUANDO VIRA DIVERSÃO DE GÊNERO RELIGIOSO
“A dança não é uma forma de expressão cristã. Já no século III, os círculos gnósticos-docéticos tentaram introduzi-la na Liturgia. Eles consideravam a crucificação apenas como uma aparência: segundo eles, Cristo nunca abandonou o corpo, porque nunca chegou a encarnar antes de sua paixão; consequentemente, a dança podia ocupar o lugar da Liturgia da Cruz, tendo a cruz sido apenas uma aparência. As danças cultuais das diversas religiões são orientadas de maneiras variadas, invocação, magia analógica, êxtase místico; porém, nenhuma dessas formas corresponde à orientação interior da Liturgia do “sacrifício da Palavra”. É totalmente absurdo, na tentativa de tornar a Liturgia “mais atraente”, recorrer a espetáculos de pantominas de dança, possivelmente com grupos profissionais, que muitas vezes, terminam em aplauso. Sempre que haja aplauso pelos aspectos humanos na Liturgia, é sinal de que a sua natureza se perdeu inteiramente, tendo sido substituída por diversão de gênero religioso.” (RATZINGER, Joseph. Introdução ao Espírito da Liturgia. Paulinas: Prior Velho (Portugal), 2006, p.147)
 

domingo, 30 de janeiro de 2011

REFORMA OU REVOLTA?


"Reforma ou Revolta? O Movimento Litúrgico e a Missa de Paulo VI" Um olhar minucioso dentro do movimento litúrgico do século 20 e de períodos anteriores também! Examine as raízes do desenvolvimento da Missa de Paulo VI nesse vídeo produzido pela MMR, produtora da Roman Catholic Sacramentals Foundation, e veja como a muito tempo os inimigos da Igreja (infiltrados dentro Dela) trabalham para destruir a Liturgia da Santa Missa.
Dê a sua opinião!















E então, o que você achou? procede ou não?

domingo, 16 de janeiro de 2011

Dom Bernard Fellay na conferência do Courrier de Rome: Assis III, discussões doutrinais, Summorum Pontificum e uma conversa com o Cardeal Ranjith.


Na noite de domingo, 9 de janeiro, na Maison de la Chimie, na rue Saint-Dominique, Dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), como de costume, proferiu o último discurso na conferência organizada pelo Padre Du Chalard (Courrier de Rome) e o Instituto São Pio X. A fim de compreender a importância deste exercício, devemos ter em mente que aqui Dom Fellay se expressa publicamente, sabendo bem que suas palavras serão informadas e comentadas ad extra, mas o faz, paradoxalmente, usando uma linguagem que interna, com conotações, em direção a seus padres.
Ele respondeu às sucessivas perguntas apresentadas pelo Padre Lorans, estendendo respostas sucessivas, que certamente  estavam muito focadas na Fraternidade, cujo teor podem ser resumido da seguinte maneira, considerando os pontos aparentemente mais relevantes aos ouvintes, por vezes absolutamente surpresos:
- Sobre a questão da fundação da Fraternidade por Dom Lefebvre, Dom Fellay insistiu no desejo original do fundador de “fazer padres”, antes mesmo do de responder de maneira militante à crise da Igreja.
- Quanto à crise e os desenvolvimentos atuais, Dom Fellay criticou muito incisivamente Assis III, como fizera antes, na mesma manhã, durante seu sermão em St-Nicolas du Chardonnet. Notando, no entanto, que Assis II foi melhor que Assis I, pronunciou uma hipótese ideal para Assis III, na qual ele mesmo não acreditava (que o Papa poderia pedir a seus convidados que se convertessem) e não tirou consequências disso (“veremos o que isso nos fornecerá para as discussões”).
- A respeito das discussões doutrinais ocorrendo em Roma, insistiu firmemente sobre o progresso “inacreditável” que elas representam em si. Roma nunca debateu seu Magistério. É algo inaudito. No entanto, Roma concordou em debater sobre um Concílio, pois ele não é infalível. É por isso que a FSSPX “mantém o contrato”: um acontecimento de tal dimensão requer paz e serenidade. A FSSPX então “tacitamente” se exime de atacar como fez no passado. Mas a guerra contra o Modernismo continua e, mais importante de tudo, não devemos acreditar que “tudo foi feito” (“tout est arrive”).
- Acerca do que a FSSPX pode dar à Igreja: Dom Fellay, recordando um retiro que pregou em Albano para 30 padres diocesanos da Itália, indiretamente sublinhou o aspecto positivo do Motu Proprio (pedindo que não se o criticasse). Os padres que voltam para a liturgia tradicional também voltam para a doutrina tradicional, mas voltam de longe. E insistiu: há — especialmente em Roma — pessoas muito boas, padres, bispos e até cardeais.
O ponto mais alto desse discurso de “abertura” foi a referência a uma conversa que Dom Ranjith, agora Cardeal, teve com ele. Dom Ranjith disse que provavelmente seria necessário esperar 20 anos para que a reforma litúrgica desse lugar à Missa Tradicional. Dom Fellay comenta: haverá estágios intermediários, “graduais”, onde nem tudo será bom, é verdade, mas também nem tudo será ruim.

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