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| Papa Francisco com o grã-aiatolá maometano Ali Sistani no Iraque em 6-3-21 |
Por Luiz Sérgio Solimeo
Durante sua viagem ao Iraque (5 a 8 de março/21), o Papa Francisco disse mais de uma vez que Abraão se encontra na raiz do Judaísmo, do Cristianismo e do Islã. Ao chegar a Bagdá, ele manifestou às autoridades civis sua gratidão pela oportunidade da visita àquela terra, “berço de uma civilização estreitamente ligada, pelo Patriarca Abraão e por numerosos profetas, […] às grandes tradições religiosas do Judaísmo, Cristianismo e Islã”.
O Sumo Pontífice repetiu a ideia no dia seguinte, em um encontro inter-religioso junto às ruínas de Ur, dizendo que tinha “a impressão de regressar a casa”, ao chegar àquele “lugar abençoado” onde ocorreu o “nascimento das nossas religiões. Aqui, onde vivia Abraão, nosso pai”.
Na oração dos filhos de Abraão com a qual encerrou o seu discurso, ele rezou: “Nós, filhos e filhas de Abraão pertencentes ao Judaísmo, ao Cristianismo e ao Islã […] vos agradecemos por nos terdes dado como pai comum na fé Abraão”.


