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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Papa: “É preciso passar dos discursos ambientalistas a uma conversão ecológica”

Leão XIV presidiu nesta quarta-feira (1/10), em Castel Gandolfo, a abertura da Conferência Espalhando Esperança, que celebra os dez anos da encíclica Laudato si’. No encontro, o Pontífice ressaltou que a ecologia integral só pode ser alcançada por meio de uma conversão do coração e destacou a urgência de ações diante da crise climática global.

 

Por Thulio Fonseca - Vatican News

 

Na tarde desta quarta-feira, 1º de outubro, em Castel Gandolfo, o Papa Leão XIV presidiu a “Celebração da Esperança pela Nossa Casa Comum” durante a Conferência Espalhando Esperança (Raising Hope), que marca o décimo aniversário da Encíclica Laudato si’. Em seu discurso, o Pontífice recordou a herança espiritual e pastoral deixada por Francisco e convidou todos a redescobrir a ecologia integral como caminho de unidade, paz e esperança.

No encontro, realizado no Centro Mariápolis, o Santo Padre agradeceu aos organizadores, conferencistas e participantes, assim como ao Movimento Laudato si’, que desde os primeiros anos promoveu a difusão e a implementação da Encíclica. O Papa destacou que o documento do Papa Francisco impulsionou iniciativas em todos os continentes, envolvendo comunidades religiosas, dioceses, escolas, universidades e até instâncias internacionais.

“As preocupações e recomendações do Papa Francisco foram apreciadas e acolhidas não apenas pelos católicos. Muitos, inclusive fora da Igreja, sentiram-se compreendidos, representados e apoiados neste momento histórico”, afirmou Leão XIV. O Pontífice frisou que o apelo de Francisco ao diálogo, à ecologia integral e à união da família humana na busca de um desenvolvimento sustentável permanece atual e urgente: “Trata-se de desafios ainda mais prementes hoje do que há dez anos. Eles exigem uma verdadeira conversão”.

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

Papa Francisco defende um poderoso governo global não sujeito a “mudança de condições políticas”

O novo documento climático de Francisco, Laudate Deum, “afirma perigosamente a transferência da autoridade moral para os globalistas ateus que servem não a Deus, mas ao Príncipe deste Mundo”, afirmou Michael Hichborn.

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Papa Francisco

 

Por Michael (tradução) Haynes (tradução)

 

Em sua nova exortação apostólica sobre "mudança climática", Laudate Deum, o Papa Francisco emitiu um apelo impressionante para um governo multinacional ou global que seria independente das mudanças nas condições do mundo.

Destacando seu desejo de um órgão supranacional para garantir que as medidas de “mudança climática” sejam implementadas, o Papa Francisco escreveu:

A questão é que eles [organizações globais não especificadas] devem ser dotados de autoridade real, de modo a “fornecer” a realização de certos objetivos essenciais. Desta forma, poderia surgir um multilateralismo que não dependa da mudança das condições políticas ou dos interesses de alguns poucos, e possui uma eficácia estável.

Os comentários papais vieram na metade de sua recém-publicada Laudate Deum, que vem oito anos depois da Laudato Si’ e forma uma segunda parte desse primeiro texto ecológico. Escrevendo sobre a “fraqueza da política internacional”, Francisco destacou o “multilateralismo”.

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Vaticano, religiões unidas pelo planeta: mudar o rumo para ter futuro

No Vaticano, a assinatura e a oração silenciosa, os discursos do cardeal Parolin, de uma jovem participante da Youth4Climate de Milão e dos 22 representantes das religiões da Terra, desde o Grão Imame Al-Tayyeb ao Patriarca Bartolomeu, do Arcebispo Welby aos líderes judeus e budistas, presentes no evento "Fé e Ciência: rumo à Cop26".


Por Alessandro Di Bussolo/Mariangela Jaguraba

 

A caneta para assinar o apelo sobre o qual estão trabalhando desde o início do ano, o silêncio para rezar juntos, cada um de acordo com seus próprios credos, mantendo no coração os pobres, os primeiros a serem danificados pelas mudanças climáticas, a voz para reiterar o compromisso de salvar a Terra, nossa Casa comum, e por fim a mão para derramar um copo de terra no vaso de uma jovem oliveira plantada nos Jardins Vaticanos.

A assinatura do apelo, entregue ao presidente da Cop26

Quatro gestos e momentos resumem o evento histórico realizado na manhã de 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, na Sala das Bênçãos, no Vaticano, intitulado "Fé e Ciência: rumo à Cop26", promovido pelas embaixadas do Reino Unido e da Itália junto à Santa Sé, junto com a própria Santa Sé. Os protagonistas foram 22 dos 40 líderes religiosos que prepararam e depois aderiram ao apelo assinado e entregue hoje ao presidente da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas a ser realizada, em Glasgow, na Escócia, de 31 de outubro a 12 de novembro, mas também dois jovens participantes do evento "Youth4Climate" em Milão, que prepararam propostas para a Cop26, os cientistas presidentes das Pontifícias Academias das Ciências e Ciências Sociais.

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

O que será necessário para aceitar a verdade sobre a mudança climática global?

O horizonte de Miami é visto antes da chegada do Furacão Irma em 9 de setembro de 2017.
O horizonte de Miami é visto antes da chegada do furacão Irma em 9 de setembro de 2017. A comunidade científica concluiu que o que temos testemunhado nos últimos anos em termos de secas extremas, ondas de calor, incêndios florestais, inundações e outros fenômenos climáticos destrutivos está acontecendo a piorar nas próximas décadas. (CNS / Reuters / Carlos Barria)

 

Por Fr. franciscano Daniel P. Horan

 

Aqueles de nós que acompanham as consequências devastadoras da mudança climática global há algum tempo não ficaram surpresos com o grande relatório divulgado na semana passada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Em suma, é "aterrorizante", como uma manchete da The New Yorker descreveu com precisão.

A essência das descobertas é que a negação persistente e a inação generalizada por parte de muitas nações e corporações globais ao longo de décadas colocaram em movimento uma sequência irreversível que resultará na "intensificação do aquecimento do planeta nos próximos 30 anos".

Fizemos isso com nosso planeta e nós, como espécie, somos os responsáveis.

Como noticiou o The New York Times, “Este relatório é a sexta avaliação da ciência do clima pelo grupo da ONU e, ao contrário de relatórios anteriores, este dispensa qualquer dúvida sobre quem ou o que é responsável pelo aquecimento global. 'É inequívoco que a influência humana aqueceu a atmosfera, o oceano e a terra ', diz o relatório em sua primeira descoberta."

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Novo Santuário Frei Galvão vai nascer sob inspiração da Laudato sì

"Como o primeiro e mais belo Santuário é aquele que não foi construído por mãos humanas, mas pelo próprio Deus, decidimos iniciar as obras nesse dia (Dia Mundial do Meio Ambiente) para enfatizar o nosso compromisso com a Casa Comum, a nossa Mãe Terra".

Projeto do novo Santuário Frei Galvão

 

Por Moacir Beggo

 

O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, será festejado pela cidade de Guaratinguetá, pela Ordem Franciscana e pelos fiéis devotos de Santo Antônio de Sant'Ana Galvão com o lançamento da pedra fundamental do novo Santuário ao santo brasileiro. E este momento será feito em comunhão com a Mãe Terra, numa iniciativa que tem a inspiração da Laudato Si' e da espiritualidade franciscana, através do plantio de árvores no terreno de cerca de 20.000 m², quando terão início as obras do novo espaço sagrado no Vale do Paraíba, o Vale da Mãe Aparecida.

Para este momento histórico e cheio de simbolismo estarão presentes os frades franciscanos responsáveis pelo Santuário; o Ministro Provincial, Frei César Külkamp; os diretores da ONG SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani e Olavo Garrido; o Arcebispo Emérito de Aparecida, Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, o atual Arcebispo, Dom Orlando Brandes e demais autoridades religiosas, civis e ambientais. A cerimônia terá início com Santa Missa às 9 horas - com transmissão ao vivo pela Canção Nova -, seguida de Caminhada Ecológica até o terreno do novo Santuário, onde será realizado o plantio de árvores.

sábado, 2 de maio de 2020

O Vaticano e a ordem mundial pós-pandemia. Artigo de Massimo Faggioli

A pandemia está provocando mudanças nas relações entre a Santa Sé e a Europa, os Estados Unidos e a China.




Por Massimo Faggioli, Tradução de Moisés Sbardelotto
 
 
A pandemia da Covid-19 terá um impacto sobre a ordem mundial e as relações internacionais e, é claro, também sobre a Igreja Católica.
O papado se destaca como um ponto de referência global. Isso ocorre em parte porque a maioria dos líderes mundiais perdeu credibilidade.
Mas também porque o papa Francisco, desde o início do seu pontificado, articula continuamente a visão da única família humana neste único mundo: um mundo feito de fronteiras que podem se tornar limiares para novas relações humanas.
Nos últimos anos, o magistério papal abriu caminho para um “processo de paz global” – da Laudato si’ (a encíclica de 2015 sobre o cuidado da casa comum) ao Documento sobre a Fraternidade Humana (coassinado por Francisco e pelo Grão-Imã de al-Azhar, Ahmad al-Tayyeb, em Abu Dhabi, no dia 4 de fevereiro de 2019).

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Guerra espiritual, novos cardeais, toucas de penas: meus três primeiros dias no Sínodo da Amazônia

[lifesitenews] 
Por Dorothy Cummings McLean


Nota do editor: Nossa repórter da Escócia, Dorothy Cummings McLean, foi enviada à Itália para ajudar nossa correspondente de Roma, Diane Montagna, na cobertura do Sínodo dos Bispos da região Pan-Amazônica. Diarista ao longo da vida, Dorothy se ofereceu para dar aos leitores um vislumbre da vida fora das câmeras enquanto ela realiza o que chama de "uma tarefa dos sonhos".




Sexta-feira, 4 de outubro de 2019

O Papa Francisco diz que o Sínodo da Amazônia só pode ser entendido lendo Laudato Si'. Laudato Si' se opõe ao consumismo e, portanto, é irônico que eu tenha vindo a Roma com uma mochila de roupas novas. A Assessoria de Imprensa do Vaticano emitiu um código de vestimenta exigindo "roupas decorativas": terno e gravata escuros para homens e trajes escuros para mulheres. Meu tutor de italiano sugeriu "preto e elegante"; Eu decidi pela marinha e prim.
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