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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

À medida que a Quaresma se aproxima, Maria nos mostra como compartilhar a paixão de Cristo

O recente debate sobre alguns títulos marianos propostos pode servir como uma ocasião para refletir sobre o mistério da participação de Maria na obra salvífica de Cristo.

“A Imaculada Conceição”, Século XVIII, Chiesa di Santa Chiara, Matera, Itália
“A Imaculada Conceição”, Século XVIII, Chiesa di Santa Chiara, Matera, Itália (foto: Shutterstock)

 

 

 

Durante este próximo tempo quaresmal, a Igreja se preparará mais uma vez para comemorar solenemente os grandes mistérios pelos quais fomos redimidos.

Durante este tempo em que os cristãos procuram entrar mais profundamente no mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, não podemos encontrar melhor modelo para a proximidade com Cristo do que a Mãe de Jesus. A recente Nota Doutrinária de outubro passado descreve a maneira especial pela qual Cristo quis que Maria participasse de sua obra salvífica, enquanto, ao mesmo tempo, procura ajudar os fiéis a evitar certos mal-entendidos em relação ao tema.

O documento do Vaticano, como é sabido, desencorajou o uso de “Co-Redentora” como um título para Maria. Ao fazê-lo, a Nota segue os passos do Concílio Vaticano II, que desejava descrever o papel especial de Maria na Igreja de uma forma que salvaguarda o primado de Cristo no plano salvífico de Deus.

sábado, 5 de abril de 2025

As cicatrizes da paixão de Cristo

 


As cicatrizes no corpo de Cristo [1]

No quarto e último artigo da questão sobre as qualidades de Cristo ressuscitado, encontrada no último terço do tratado sobre a "Vida de Cristo" na Summa Theologica, São Tomás examina se ele deve carregar as cicatrizes de sua paixão. Para isso, recordemos que no Evangelho: «o Senhor diz a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e vê as minhas mãos; estende a tua mão e mete-a no meu lado” (Jo 20, 27)» [2].

Ele então afirma que: "era apropriado que na ressurreição a alma de Cristo assumisse o corpo com as cicatrizes". As razões são as seguintes: «Primeiro, para a glória do próprio Cristo. São Beda diz que não foi por não poder curar que guardou as cicatrizes, “mas para levar sempre consigo os sinais do seu triunfo” (Exp. Evang. S. Lucas, Lc 24, 40, l. 6).

Santo Tomás acrescenta ainda que: «por isso mesmo diz Santo Agostinho que: 'talvez naquele reino veremos nos corpos dos mártires as cicatrizes das feridas que receberam pelo nome de Cristo; não haverá neles deformidade, mas dignidade; e brilhará no seu corpo uma certa beleza, não do corpo, mas da virtude'» (Ciud. Dios, XXII, c. 20).

quarta-feira, 5 de março de 2025

Relógio da Paixão de NSJC

 

 

Pela Serva de Deus Luísa Piccarreta 


Breve História do “Relógio da Paixão”


No ano de 1882, Luísa com a idade de 17 anos, para se preparar para o Natal, fez uma Novena durante a qual meditava sobre os excessos do amor de Jesus por nós. No final, teve uma visão inesperada do Menino Jesus, que a convidou a crescer sempre mais na vida da sua Graça e do seu Amor. Para tal fim, disse-lhe para continuar a fazer outras 24 meditações sobre a sua Paixão e Morte, distribuindo-as pelas vinte e quatro horas do dia.

A obra “O Relógio da Paixão” não é fruto da pena brilhante da sua escritora, mas fruto da experiência de viver a Paixão de Jesus. A sua obra é precedida por mais de trinta anos de experiência e é escrita por volta do ano 1913 ou 1914. Luísa não escreve por iniciativa própria, mas por obediência ao seu confessor, o P. Aníbal M. Di Francia, canonizado pelo Papa João Paulo II em 2004.

segunda-feira, 15 de abril de 2024

O pecado e a paixão de Cristo

 Por Eudaldo Formento

 

Libertação da penalidade e culpa do pecado [1]

No terceiro artigo da questão dedicada aos efeitos da paixão de Cristo, São Tomás trata da libertação dos homens da pena do pecado. Ele afirma que o terceiro efeito da paixão de Cristo foi que fomos libertados da pena do pecado. Assim: “lê-se no Apocalipse que Cristo: “Ele nos amou e nos purificou dos pecados com o seu sangue” (Ap 1, 5)” [2].

Ele então esclarece que: “De duas maneiras fomos libertos pela paixão de Cristo do peso do castigo”, da obrigação ou dívida pelo pecado, mesmo que tenha sido perdoado. «De certa forma, diretamente, na medida em que a paixão de Cristo foi uma satisfação suficiente e superabundante pelos pecados de todo o gênero humano. E, uma vez oferecida satisfação suficiente, o peso da punição é removido. A outra forma é indireta, na medida em que a paixão de Cristo é a causa da remissão dos pecados, na qual se baseia a acusação de punição" [3], porque com a remissão, o perdão ou a absolvição da culpa do pecado, dá origem à punição, mas isso foi removido.

sexta-feira, 15 de abril de 2022

Na Celebração da Paixão, cardeal Raniero Cantalamessa reflete sobre a verdade

Cardeal Raniero Cantalamessa na pregação da Paixão do Senhor/Foto: News.va

 

 

Na única celebração do ano em que não há a Eucaristia - pois todo o momento é dedicado à Paixão e à morte de Jesus -, o Papa Francisco deu  lugar em sua homilia à pregação do cardeal Raniero Cantalamessa, que refletiu sobre o diálogo de Jesus com Pilatos, detendo-se sobre uma pergunta: “Que é a Verdade?”

Acompanhe a íntegra da pregação:

“PILATOS LHE DISSE: O QUE É A VERDADE?”

Pregação da Sexta-feira Santa de 2022

Na narrativa da Paixão, o evangelista João dá uma particular importância ao diálogo de Jesus com Pilatos, e é sobre ele que queremos refletir por alguns minutos, antes de prosseguir com a nossa liturgia.

Tudo começa com a pergunta de Pilatos: “Tu és o Rei dos Judeus?” (Jo 18,33). Jesus quer fazer Pilatos entender que a pergunta é mais séria do que ele pensa, mas que tem um significado apenas se não repetir simplesmente uma acusação de outros. Por isso, pergunta, por sua vez: “Dizes isso por ti mesmo ou outros te disseram isso de mim?”.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

“De Barrabás a Jesus – Convertido por um olhar”

 

 

Por Plinio Maria Solimeo

 

Quem não assistiu o filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson? Um de seus mais impressionantes atores foi Jim Caviezel [na foto acima na sua representação de Jesus Cristo, junto com Mel Gibson], interpretando Nosso Senhor. Bom católico, bem casado e pai de três filhos adotivos — coisas raras em Hollywood ––, desempenhou seu papel com toda a seriedade e competência.

Entretanto, um ator que teve um papel secundário no filme — o de Barrabás — não deixa de nos impressionar; não tanto por sua atuação, também digna de nota, mas pelo fato de se ter convertido — como ele mesmo afirma — ao desempenhar seu papel. Trata-se do italiano Pedro Sarubbi, que tem uma história bastante curiosa, narrada no livro Da Barabba a Gesù – Convertito da uno sguardo (De Barrabás a Jesus – Convertido por um olhar) [foto acima], comentado pelo site católico Religiónen Libertad.

sábado, 3 de outubro de 2020

Jim Caviezel: O modo de vida cristão logo desaparecerá, prepare-se para perseguições massivas

 'Estamos em guerra com o inimigo mais perigoso que já enfrentou a humanidade.'


 Por Doug Mainwaring

 

O ator Jim Caviezel afirmou em uma entrevista recente que os cristãos deveriam estar em guerra com extremistas seculares, declarando que esta é “uma guerra que precisa ser travada e deve ser vencida”. 

“Ninguém jamais cavalgou para a vitória apoiado em chavões morais falsos. Temos que falar a verdade com ousadia”, disse Caviezel a Megan West do My Faith Votes.

Caviezel afirmou que a escravidão e o sofrimento têm sido a sorte do povo de Deus ao longo de grande parte da história e disse que não apreciamos totalmente o quão abençoados temos sido por viver em uma sociedade onde a liberdade religiosa prevaleceu, embora agora esteja precariamente em jogo.

“Você vai desejar nunca saber o que é democracia. Esse estilo de vida cristão logo desaparecerá”, disse Caviezel. “Estamos falando de perseguições massivas.”

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