UM (EX) CATÓLICO PERPLEXADO
Como
todos saberão, o homem que vemos à esquerda na imagem é São Nicolau,
que dá um tapa em Ário, vestindo casula e mitra azul, no Concílio de
Nicéia (325 d.C.). Um bispo batendo em outro bispo! Reza a tradição que
São Nicolau não trocou uma palavra com Ário, mas assim que o encontrou
deu-lhe um tapa na cara por ter adulterado a doutrina católica: Ário
negou a divindade de Cristo, numa posição incompatível com a fé cristã
autêntica.
O que pretendo destacar com esta conhecida história? Essa falsa doutrina e a ofensa contra Deus são
questões de primordial importância. Que não vale a pena minimizá-los em
prol do “diálogo”, mas é preciso combatê-los com todas as nossas
forças. Entre o falso respeito, a tolerância e o diálogo, às vezes
podemos não ter consciência de que quem realmente é ofendido é Deus e
que não há cálculos possíveis que justifiquem a relativização da
blasfêmia. Blasfêmia (do
grego βλασφημία: blasfêmia, 'ferir', e pheme, 'reputação') significa
etimologicamente 'palavra ofensiva, caluniosa, injuriosa, desdenhosa',
mas em seu uso estrito e geralmente aceito, refere-se a 'ofensa verbal contra consiste em proferir contra Deus (interna ou externamente) palavras de ódio, reprovação ou desafio.
E estende-se também às palavras contra a Igreja, os santos e as coisas
sagradas. Aplica-se também a acções ofensivas contra Deus, como a
recente cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos, à qual houve
respostas entre os membros da Igreja Católica que vão do silêncio
clamoroso às condenações diretas, passando por ofertas superficiais de
tolerância e diálogo cheio de com apontamentos infantis e subjetivos
sobre os gostos pessoais de quem interpreta para os outros o que
testemunhou.