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terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

A liturgia “no altar da hipocrisia”?

O Papa João XXIII celebra Missa Solene na Basílica de São Pedro, no início dos anos 60

 

Por Luiz Sérgio Solimeo

 

No voo de volta a Roma após sua viagem ao Chipre e à Grécia, em 6 de dezembro passado, respondendo a uma pergunta de jornalistas sobre a renúncia do arcebispo de Paris, Dom Michel Aupetit, o Papa Francisco explicou:

“Eu aceitei a renúncia de Aupetit, não sobre o altar da verdade, mas sobre o altar da hipocrisia. Era isto que eu queria dizer.”1

O Papa parece ter tomado a mesma atitude em relação à liturgia tradicional da Igreja. De fato, apesar dos flagrantes absurdos litúrgicos vistos nas celebrações do novo rito imposto à Igreja em 1969, tanto ele quanto o Arcebispo Arthur Roche — o primeiro com o ‘Motu Proprio’ Traditiones Custodes e o segundo com a Responsa ad dubia — restringiram drasticamente a celebração da Missa tradicional.2

terça-feira, 1 de junho de 2021

América Latina se tinge de vermelho com a ajuda do progressismo católico


 

Por Julio Loredo

 

Após entrar em Cuba com a vitória militar de Fidel Castro em 1959, o comunismo internacional lançou-se à conquista de toda a América Latina. Abundam documentos do Comintern (a Internacional Comunista) mostrando o grande interesse de Moscou por esta região do planeta: enormes recursos naturais, massas proletárias à disposição, classe política complacente e uma posição geoestratégica perfeita, abrangendo dois oceanos, sob o nariz do arqui-inimigo, os Estados Unidos.

Além de uma vasta rede de organizações de esquerda, o assalto comunista também contou com um “companheiro de viagem” sem paralelo: a “Teologia da Libertação” que, tomando forma precisamente naquele período, conduziu muitos católicos para a esquerda. Os resultados não tardaram a chegar: do Peru de Velasco Alvarado ao Chile de Salvador Allende, à Bolívia de Juan José Torres, ao Panamá de Omar Torrijos, à Nicarágua da Junta Sandinista, o comunismo tomou o poder em numerosos países, com a inevitável sequela de fome, miséria e caos. 

Na década de 1980, no entanto, iniciou-se uma fortíssima reação popular em sentido contrário. A eleição de Ronald Reagan para a Presidência dos EUA terminou com a “sorte” de que Moscou havia desfrutado até então. Enquanto o comunismo soviético desmoronava e o apoio do Comintern diminuía, os governos de esquerda caíam um após outro pela via eleitoral. A eleição de João Paulo II, em 1978, também ajudou a reverter o curso no campo eclesiástico, culminando com a condenação da “Teologia da Libertação”, em 1984. Ele nomeou muitos bispos moderados e até conservadores, alterando assim o equilíbrio de forças no interior das Conferências Episcopais. O seu sucessor, Bento XVI, continuou e até reforçou essa linha.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

“Em Defesa da Ação Católica” — o livro bomba contra o progressismo

[abim]
Por Paulo Corrêa de Brito Filho

Capa da revista Catolicismo, Nº 811, Julho/2018

Estamos comemorando 75 anos de Em Defesa da Ação Católica, livro que foi o primeiro brado de alerta, em nosso País, contra a crise na Igreja. Seu autor, Plinio Corrêa de Oliveira, tornou-se depois o inspirador e principal colaborador de Catolicismo.
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