A racionalidade e a fé rejeitam a possibilidade de conhecer o futuro: isso foi explicado pelo grande teólogo medieval, que definiu claramente o que corresponde às ciências naturais, o que está sob a providência de Deus... e o que é pura superstição, prejudicial aos seres humanos.
Por Luis Santamaria del Rio
Em 2025, completarão 800 anos do nascimento de Santo Tomás de Aquino, um padre dominicano italiano que marcou um antes e um depois na história do pensamento ocidental (veja as catequeses de Bento XVI sobre ele: parte 1 - parte 2 - parte 3). Filósofo reconhecido dentro e fora do cristianismo, soube aliar o sistema aristotélico à fé, apresentando uma síntese que teve notável influência nos séculos seguintes na forma de uma obra monumental: a Summa Theologiae.
Entretanto, os escritos do Doutor Angélico — como ele é conhecido, entre outros títulos — não se limitam à famosíssima Suma. Ele foi autor de vários tratados, entre os quais estão dois panfletos pouco conhecidos: um sobre astrologia e outro sobre o costume de "lançar sortes". No foco do teólogo, a análise a partir da razão e da fé de algumas práticas cuja moralidade está em questão, por recair no âmbito da superstição.
