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sábado, 8 de março de 2025

Astrologia e adivinhação: como São Tomás de Aquino as analisou (e rejeitou) há oito séculos

A racionalidade e a fé rejeitam a possibilidade de conhecer o futuro: isso foi explicado pelo grande teólogo medieval, que definiu claramente o que corresponde às ciências naturais, o que está sob a providência de Deus... e o que é pura superstição, prejudicial aos seres humanos.

Astrologia e adivinhação: como São Tomás de Aquino as analisou (e rejeitou) há oito séculos 

Por Luis Santamaria del Rio

 

Em 2025, completarão 800 anos do nascimento de Santo Tomás de Aquino, um padre dominicano italiano que marcou um antes e um depois na história do pensamento ocidental (veja as catequeses de Bento XVI sobre ele:  parte 1 -  parte 2 -  parte 3). Filósofo reconhecido dentro e fora do cristianismo, soube aliar o sistema aristotélico à fé, apresentando uma síntese que teve notável influência nos séculos seguintes na forma de uma obra monumental: a  Summa Theologiae. 

Entretanto, os escritos do Doutor Angélico — como ele é conhecido, entre outros títulos — não se limitam à famosíssima Suma. Ele foi autor de vários tratados, entre os quais estão dois panfletos pouco conhecidos: um sobre astrologia e outro sobre o costume de "lançar sortes". No foco do teólogo, a análise a partir da razão e da fé de algumas práticas cuja moralidade está em questão, por recair no âmbito da superstição.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Superstições de fim de ano são ‘adultério espiritual’, diz exorcista

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Por Natalia Zimbrão

 

Pular ondas no mar, vestir roupa branca, comer uvas ou lentilhas para dar sorte, buscar previsões de astrólogos, lendo mãos ou os búzios. Muita gente começa o ano assim. Longe de serem hábitos inocentes, superstições como essas são “pecado contra a virtude da religião”, diz o padre Duarte Lara, exorcista da diocese de Lamego, em Portugal.

“O pecado de superstição é uma espécie de adultério espiritual”, diz. “O mal é esperar a salvação de uma força que não vem de Deus”, ensina o padre. “O demônio aproveita a brecha”.

Há maneiras católicas de se passar a virada do ano, lembra Duarte Lara. “A Igreja dá indulgência plenária a todo fiel que no último dia do ano reza o Te Deum”. “Isso é uma coisa muito boa que podemos fazer na passagem do ano, terminar o ano agradecendo a Deus”.

“Na nossa cultura, a superstição tem uma conotação menos pesada do que ela é do ponto de vista teológico. Para muitos, superstição é até uma bobagem, algo que não tem muito sentido e que fazemos para dar sorte”, disse o padre em entrevista à ACI Digital, em 2021. Mas, “do ponto de vista teológico”, disse, “superstição é um vício, portanto o oposto a uma virtude, e vai contra a virtude moral da religião”. Segundo Duarte Lara, a virtude moral da religião “é uma disposição da nossa vontade para dar a Deus o culto que lhe é devido”.

domingo, 19 de abril de 2020

Católicos, sem essa de adivinhação!

As revelações de Deus não são para nos meter medo e encher a cabeça de preocupações e previsões de um futuro terreno. São, antes, para nos convidar ao amor e à meditação do único futuro que não passará jamais.



Por Equipe Christo Nihil Praeponere

A presente pandemia do novo coronavírus desenterrou os temores de muitas pessoas de fé com relação ao fim dos tempos. As igrejas católicas fechadas no mundo inteiro e o culto público a Deus suspenso por tempo indeterminado remetem-nos quase de imediato à supressão do holocausto perpétuo, tal como profetizada no livro do profeta Daniel (cf. 9, 27). Some-se a  este cenário praticamente inaudito na história da Igreja a apostasia geral que há da verdade, e é como se todas as peças do quebra-cabeça se encaixassem…
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