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sábado, 31 de agosto de 2024

“Vivemos com naturalidade”, dizem católicos nascidos e criados no rito romano antigo em Campos

Fiéis lotam a igreja principal da Administração Apostólica na missa dominical
Fiéis lotam a igreja principal da Administração Apostólica na missa dominical | Davi Corrêa / ACI Digital

 

Por Natalia Zimbrão

 

O eletricista Rafael Ferreira, 37 anos, e a professora Ana Cristina de Souza, 43, nasceram e cresceram em Campos dos Goytacazes (RJ). Foram batizados, fizeram a primeira comunhão, receberam o crisma e se casaram em latim. Nas missas, sempre viram o padre fazer a consagração voltado para o altar, olhando na mesma direção que o povo em nome do qual celebra o sacrifício a Deus. Os paramentos do sacerdote não foram simplificados. Nunca viram missa concelebrada em sua paróquia. Não se tocam instrumentos de música popular na igreja, não há oração dos fiéis. Há silêncio e, em vários momentos da celebração, nem mesmo o que o padre em oração diz deve ser ouvido. Rafael e Ana Cristina pertencem à Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, um caso único no mundo de uma prelazia que tem o direito de manter o rito romano antigo, ou missa tradicional.

Altar da igreja principal da Administração Apostólica São João Maria Vianney. Davi Corrêa / ACI Digital
Altar da igreja principal da Administração Apostólica São João Maria Vianney. Davi Corrêa / ACI Digital

 

Até o Concílio Vaticano (1962-1965), que começou a experimentar mudanças como concelebração e uso das línguas vernáculas, esse era o rito latino da Igreja no mundo inteiro. Em 1970, seguindo decisões do concílio, o papa são Paulo VI promulgou o Novus Ordo, a nova forma de celebrar a missa e os sacramentos da Igreja que se tornou a norma para toda a Igreja.

quarta-feira, 24 de julho de 2024

A proeminência de São João Batista no rito romano apostólico

Tradução de um texto do Dr. Peter Kwasniewski:

Nascimento de João Batista. Pintor desconhecido, século XV (foto do Padre Lawrence Lew)

Por Thiago

 

Todos os anos, nos ritos ocidentais da Igreja Católica, o aniversário ou nascimento de São João Batista, Precursor do Senhor, é comemorado no dia 24 de junho, exatamente a seis meses da natividade de Jesus Cristo Nosso Senhor. A explicação mais simples para a data é que, como diz o Missal Diário de Santo André, “no Evangelho de 25 de março lemos que o anjo Gabriel anunciou a Maria que três meses depois [ou seja, no final de junho], Isabel, em virtude de um milagre divino, teria um filho.”

Mas há também uma explicação alegórica dada por todos os comentaristas litúrgicos de todos os tempos. Como disse o próprio João, a respeito do Messias: “Ele deve crescer, eu devo diminuir” (Jo III, 30). Perto do Natal, no hemisfério norte, cai o dia mais curto do ano, quando a escuridão está no auge; depois disso, a luz aumentará lentamente. Da mesma forma, perto do nascimento de São João cai o dia mais longo do ano, após o qual a luz – a luz de João – diminuirá. O próprio ciclo da natureza proclama o relacionamento correto entre o Filho e Palavra de Deus e todos os Seus discípulos, não importa quão grandes sejam.

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