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quarta-feira, 26 de junho de 2024

A falsa tese da eleição inválida dos papas conciliares respondida por um sedeprivacionista

 

 

Por Alessandro Lima

 

Introdução

Depois que a falácia da perda do pontificado ipso facto baseada numa interpretação torta de São Roberto Belarmino [1], veio à tona, os sedevacantistas totalistas se escondem agora debaixo de uma nova desculpa: a invalidade das eleições dos papas conciliares. 

Curiosamente, outro sedevacantista, o Bispo Donald Sanborn, um dos maiores promotores da Tese de Cassiciacum, é quem vai refutar mais esta falácia de seus amigos sedevacantistas totalistas.

Uma breve exposição sobre a Tese de Cassiciacum

A Tese Cassiciacum (ou Sedeprivacionismo) foi originalmente formulada pelo teólogo dominicano francês e mais tarde consagrado ilicitamente bispo Guerard Des Lauriers. A tese sustenta que os papas pós-conciliares, devido à sua heresia pública, ocupam materialmente a Santa Sé; não receberam o elemento formal, que é a plenitude do poder (ou seja, a jurisdição) [2]. Assim, os papas pós-conciliares não são papas no verdadeiro e próprio sentido do termo, mas apenas papas eleitos (ou designados), como diz o Bispo Donald Sanborn [3]. 

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Supostos erros e contradições dos Papas

[Nota: Esse é um capítulo do livro “Anti-Janus”, escrito pelo Cardeal Joseph Hergenröther em resposta ao livro “The Pope and the Council” de Ignaz von Döllinger, sob o pseudônimo de Janus, um sacerdote cismático que não aceitou o dogma da Infalibilidade Papal.]

 

 

Cardeal Joseph Hergenröther

Tradução: Gustavo Lopes

 

Não é uma tarefa pequena pronunciar-se sobre questões tratadas em muitas centenas de obras eruditas, um julgamento fixo dentro do alcance de algumas linhas. Mas para essa tarefa, Janus reuniu coragem suficiente; ele apresenta, mesmo a partir do século IV, seus argumentos contra a Infalibilidade Papal. Felizes os papas dos primeiros três séculos, dos quais possuímos apenas poucos documentos; pois, a partir da terminologia menos precisa e definida, que já expôs a severas críticas a muitos dos padres pré-Nicenos, esses pontífices dificilmente teriam escapado das mais severas censuras. Vamos agora examinar brevemente o que, por parte dos defensores da Infalibilidade Papal, pode possivelmente ser alegado contra os exemplos aduzidos.

1. “O Papa Júlio I declarou Marcelo de Ancira, um sabeliano confesso, ortodoxo em seu sínodo romano” (p. 68). Não apenas o Papa Júlio fez isso, mas também o Concílio de Sardica. Marcelo esperou em Roma por seus acusadores um ano e três meses.¹ Quando esses não apareceram, e sua confissão de fé pareceu satisfatória, o Papa Júlio o absolveu. Sobre a doutrina de Marcelo, as opiniões ainda divergem. Natalis Alexander, Montfaucon e Möhler defenderam sua ortodoxia; e Hefele observa que é difícil pronunciar um julgamento decisivo sobre ele.² No entanto, deve-se admitir que pesquisas recentes parecem menos favoráveis ​​à sua ortodoxia.³ Mas nenhum infalibilista jamais afirmou, nem um fabilista provou, que a sentença de Júlio foi uma decisão doutrinária, ou que este Papa sancionou qualquer dogma. Em um julgamento sobre as opiniões de um indivíduo, o Papa, não menos que um Concílio Geral, pode, de acordo com os mais rígidos defensores da infalibilidade, cair em um erro de fato (error facti).

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Três razões pelas quais os papas católicos condenaram repetidamente a Maçonaria

A verdadeira hostilidade e perigo da maçonaria, e a razão de seu estrito sigilo, deve ser encontrada em seu ódio à Sé Apostólica e sua intenção de destruir a Igreja destruindo o papado.  

Imagem em destaque  

 

terça-feira, 27 de julho de 2021

Bispo holandês: “A liturgia não é um brinquedo dos papas; é patrimônio da Igreja»

A onda de comentários críticos continua contra o último motu proprio do papa, e o último que chega até nós, do bispo auxiliar emérito de Hertogenbosch, Rob Mutsaerts, é talvez o mais severo de um prelado.

Rob Mutsaerts Traditionis Custodes 

 

 

 

Mutsaerts é um velho conhecido dessas páginas, onde estrelou notícias como 'Bispo holandês eleito para o Sínodo da Juventude se recusa a comparecer', 'Bispo holandês denuncia a tentativa do sínodo de criar' uma nova religião, 'Bispo Mutsaerts se junta ao protesto contra a 'idolatria' da Pachamama 'e do' bispo holandês: “Esperemos que o Papa destrua o documento final do sínodo”, o que dá a impressão de que ele não é exatamente um entusiasta da atual 'renovação eclesial'.

Por fim, em março de 2020 teve que renunciar ao cargo de auxiliar de um bispo que não gostava muito das polêmicas que parecem acompanhar Mutsaerts e que coleciona em um blog que já levantou inúmeras bolhas. Nesta ocasião volta a exercer a sua jurisdição, desta vez contra os custodes papais motu proprio Traditionis, contra os quais não poupa a pólvora, precisamente, a partir do seu título: 'Um decreto perverso do Papa Francisco'.

terça-feira, 1 de junho de 2021

O vinho proibido dos Papas

Criado por um químico francês, Mariani era o vinho favorito de muitas personalidades europeias. Mas tinha um ingrediente secreto perigoso...


 

Por Adriana Bello

 

O vinho Mariani, criado em 1863 pelo químico ítalo-francês Angelo Mariani, foi um dos grandes favoritos dos papas Pio X e Leão XIII. Este último até conferiu uma medalha de ouro do Vaticano ao seu criador.

A bebida não era só agradável de se provar, como também acreditava-se que seu consumo regular ajudava com problemas respiratórios e estomacais; combatia a fadiga, era analgésico e até ajudava com os nervos.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

“Dois papas” e a necessidade universal de tolerância

[unisinos]
Por Rose Pacatte


Dias após sua histórica eleição no dia 13 de março de 2013, o cardeal Jorge Mario Bergoglio, agora Papa Francisco, tenta reservar uma passagem para Lampedusa para visitar os refugiados lá, mas a agente de viagens deliga o telefone na sua cara porque acha que ele está fingindo ser o papa.
O comentário é da irmã paulina estadunidense Rose Pacatte, doutora em Comunicação Pastoral e fundadora do Pauline Center for Media Studies, em Los Angeles. O artigo foi publicado em National Catholic Reporter, 28-11-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

De Martini a Bergoglio. Rumo a um Concílio Vaticano III

[unisinos]

http://www.ihu.unisinos.br/images/ihu/2018/11/14_11_2018_vaticanoii_vaticanmedia.jpeg 

O Sínodo de outubro passado teve que ser sobre os jovens. Mas, concluindo-o, o Papa Francisco disse que "seu primeiro fruto" foi a "sinodalidade".
O comentário é de Sandro Magister, publicado por Settimo Cielo, 12-11-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Aplausos na missa está certo ou errado? Aqui está o que os papas disseram sobre isso

[churchpop]

Papa São Pio X, Wikimedia Commons, Domínio Público / Papa Bento XVI, Pxhere, Domínio Público / Papa São João XXIII, Wikimedia Commons, Public Domain / ChurchPOP

Isso já aconteceu na sua paróquia? Muitas vezes, vemos ou ouvimos pessoas aplaudindo os outros durante ou no final da missa. Seja para o padre depois de uma homilia, um cantor, ou mesmo o coral após a conclusão da liturgia. Isso realmente está certo?

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Há mais de 100 anos os Papas denunciaram o plano da Maçonaria

[catholiciromani]

Papa Pio IX (1846-1878), o Papa que expôs a Permanent Instruction.

A Permanent Instruction of the Alta Vendita é um documento maçônico (de 1818-20)¹ que delineava todo um plano para infiltrar e corromper a Igreja Católica no século XX.[1]
Apesar de estar na moda, desde o Concílio Vaticano II, ridicularizar a existência de uma tal conspiração, deve notar-se que os papéis secretos da Alta Vendita (uma sociedade secreta italiana), entre os quais a Permanent Instruction, caíram nas mãos do Papa Gregório XVI.

sábado, 3 de junho de 2017

Declarações explosivas de Dom Georg Gänswein: Existe um “ministério expandido” e Bento XVI ainda é Papa. Como é possível?

[bibliacatolica]
Por Antonio Socci | Tradução: FratresInUnum.com

O que está por trás de tudo isso? E é isso o que ainda “impede” Bergoglio de dar o golpe definitivo que afundaria a Igreja, induzindo-a a mil ambiguidades? 



O mistério continua e – na bandeira do Vaticano – o branco agora está sobressaindo. Na verdade, as declarações feitas ontem por Dom Georg Gäenswein,  sobre o “status” de Bento XVI e Francisco, são perturbadoras (Dom Georg é secretário de um e prefeito da Casa Pontifícia do outro).

segunda-feira, 4 de julho de 2016

A Patrística atesta a Sucessão Apostólica




CLEMENTE ROMANO (97 d.C)

Em sua carta de Clemente Romano escreve a Igreja Corinto por volta do ano 97 a seguinte instrução:
“Os apóstolos receberam em nosso favor a boa-nova da parte do Senhor Jesus Cristo. E Jesus Cristo foi enviado por Deus. Portanto, Cristo vem de Deus e os apóstolos [vêm] de Cristo. Esta dupla missão realizou-se em perfeita ordem por vontade de Deus. Munidos de instruções e plenamente assegurados pela ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, confiantes na Palavra de Deus, saíram a evangelizar a próxima vinda do Reino de Deus na plenitude do Espírito Santo. Assim, proclamando a palavra nos campos e nas cidades, estabeleceram suas primícias, como bispos e diáconos, dos futuros fiéis, após prová-los pelo Espírito. E não se trata de inovação… há séculos que as Escrituras falam de bispos e diáconos, pois assim se lê em algum lugar: “Quero estabelecer os bispos deles na justiça e os seus diáconos na fé”.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A maçonaria quer mesmo destruir a Igreja ou os papas exageraram ao condená-la?

Por Gelsomino Del Guercio

Fala a historiadora Angela Pellicciari: os maçons estudaram estratégias subversivas para acabar com o poder eclesiástico

 


A maçonaria tentou destruir a religião na Itália? Agiu para extinguir a ação e a existência da Igreja católica naquele país?
A resposta de Angela Pellicciari, italiana historiadora do “Risorgimento” e professora de História da Igreja, é positiva: desde o seu nascimento, a maçonaria se propôs acabar com o poder da Igreja mediante ações subversivas, em geral sutis, que foram vigorosamente denunciadas e repudiadas pelos papas.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Os papas verdes


A preocupação com o meio ambiente faz parte da doutrina social da Igreja.

Por Dwight Longenecker*

Muita gente anda dizendo que o papa Francisco é o primeiro "papa verde" da Igreja católica. É que circulam notícias sobre a próxima encíclica a ser lançada por ele, cujo tema seria o meio ambiente, além de comentários sobre as medidas que o papa defenderia para combater as mudanças climáticas no planeta.
O fato de ele ter escolhido o nome Francisco (daquele São Francisco que pregava aos pássaros, domava lobos, amava a natureza e é o padroeiro das causas ambientais) ajuda para que o papa seja tido em alta estima pelos “ativistas verdes”.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

''Ecclesia facit saltus''

IHU - A comparação mais ousada foi com Pio X. O subtexto, nem tão implícito, de um congresso organizado no Vaticano em meados de junho, "Um papa reformador diante dos desafios do novo século", é que Giuseppe Melchiorre Sarto não era tão diferente de Jorge Mario Bergoglio.
A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada na revista Jesus, de julho de 2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
E, seguramente, as lendas obscuras são um pouco covardes.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Em cerimônia inédita, Casa da Moeda lançará medalhas comemorativas pela canonização de João Paulo II e João XXIII



02 Jul 14

APARECIDA, (ACI).- A Casa da Moeda do Brasil lançará, em cerimônia inédita, medalhas comemorativas pela canonização dos papas João Paulo II e João XVIII. O lançamento acontecerá na próxima sexta-feira (4), no Altar Central do Santuário Nacional. Os três modelos, confeccionados em ouro, prata e bronze, serão apresentados ao público durante a Celebração Eucarística das 9h.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Por que João XXIII e João Paulo II no mesmo dia?



Ao celebrar canonização conjunta, Francisco chama atenção para o espírito dinâmico de ambos.

Por Marco Politi


Os santinhos nos bares não mentem. Entre as garrafas nas prateleiras, veem-se sempre os rostos de João XXIII e de Karol Wojtyla. Nunca os de Pio XII, Paulo VI ou do papa Ratzinger. Nesse caso, não conta a análise histórica dos personagens individuais, cada um de peso. Conta apenas o traço deixado no imaginário coletivo e que dura mais do que os prós e os contras, que podem ser encontrados nos arquivos de cada um.
Prevalece sempre o relato (a lenda,  se estivéssemos em tempos homéricos) que João XXIII e João Paulo II transmitiram e que se perpetua ainda hoje no coração e na mente das massas.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Fim de: Condenações papais da Maçonaria

[destroyfreemasonry]

Pope Benedict XV 1914-1922
Papa Bento XV

Papa Bento XV 1914-1922

Guerra, o armistício, paz, tudo ocorreu sob o pontificado de Bento XV. Em conexão com o nosso próprio ponto de vista sobre judaico-Maçonaria, assinalar a condenação Papal do livro de Ludovic Keller: "Le Basi Spirituali Della Massone-Ria E La Vita Publica" (os fundamentos espirituais da Maçonaria) e a vida do povo, publicada em 1915. Esse livro foi condenado em 15 de junho de 1916. Além disso, a carta do Santo Ofício do Vaticano para os ordinários chamado sua atenção vigilante por causa especiais maquinações novas sendo dirigidas contra a fé por associações anti-católica. A associação particularmente indicada é o YMCA (associação cristã de moços) que, em muitas ocasiões, tem sido apontada como sendo fundamentalmente maçônica na "Revue Internationale Des Sociétés Secretes". A carta do Santo Ofício de 5 de novembro de 1920 particularmente menciona que de acordo com sua declaração de princípios, Y.M.C.A. "Pretende para purificar e espalhar um conhecimento mais perfeito da vida real, situando-se acima de tudo, igrejas e jurisdição externa e religiosa". Tal anticlerical Transcendentalismo não é outro senão a manifestação da judaico-Maçonaria.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

João XXIII e João Paulo II serão santos em 27 de abril de 2014

[news]

30/09/2013
Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) - Nesta segunda-feira, 30, Papa Francisco anunciou a data da canonização dos Papas João Paulo II e João XXIII: 27 de abril de 2014, II Domingo de Páscoa, da Divina Misericórdia.
A decisão foi tomada durante o consistório ordinário público convocado especialmente para aprovar as causas de canonização dos dois pontífices. A celebração teve início às 10h (horário de Roma), e contou com a presença dos cardeais presentes em Roma. Dentre eles, dois brasileiros: Dom João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, e Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida.

domingo, 29 de setembro de 2013

Continuação de: Condenações papais da Maçonaria

[destroyfreemasonry]


Pope Leo XIII 1878-1903
Papa Leão XIII

Papa Leão XIII 1878-1903

Papa Leo XIII, sucessor de Pio IX, mediante instruções do Santo Ofício, tratados, antes de tudo, a questão maçônica brasileira em 2 de julho de 1878. Em seguida, mais tarde, abordando toda a igreja, em 20 de abril de 1884, o Papa Leo XIII publicou sua magnífica Encíclica "Humanum Genus". Ocupar-se mais uma vez páginas do Santo Agostinho, sobre as duas cidades que, na terra, constituem o Reino de Deus e o Reino de Satanás, o Pontífice clientes o desenvolvimento considerável que a Maçonaria tem tomado e escreve:
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