De suma importância
para a Igreja e a civilização, a batalha de Lepanto, vencida no dia 7 de
outubro de 1571 pelas esquadras católicas no mar Jônico, decidiu os rumos do
Ocidente cristão ameaçado pelas forças maometanas do Império Otomano. Foi a
maior batalha naval até então travada na História.
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Este quadro do Palácio Ducal de Veneza representa a Batalha de
Lepanto. Nele vemos, em destaque nos círculos, de cima para baixo, o
Príncipe Marco Antônio Colonna (comandante da esquadra Pontifícia), Dom
João d’Áustria (generalíssimo de toda a frota) e Sebastiano Venier (no
comando da frota veneziana).
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Por Oscar Vidal
Após a conquista de
Constantinopla em 1453 pelo Sultão Maomé II, o poderio militar do
Império turco-otomano crescia assustadoramente. Em meados do século XVI
dominava quase todo o Mediterrâneo. Em 1570 invadiu e capturou a ilha de
Chipre, apesar da forte resistência encontrada por parte dos habitantes
de Nicósia e Famagusta. Os otomanos passaram a saquear outras ilhas nas
águas mediterrâneas, incendiavam igrejas, degolavam sacerdotes,
escravizavam cristãos para serem seus remadores em naus de guerra,
sequestravam mulheres, inclusive crianças, abusadas em práticas
perversas; numerosas outras atrocidades faziam correr torrentes do
sangue cristão.
Em 1571, cumprindo ordens do Sultão Selim II,
filho do mítico Solimão I (conhecido como ‘o Magnífico’), as forças maometanas —
apesar da derrota no cerco de Malta em 1565 — ainda cobiçavam tomar aquela ilha,
que lhes serviria de “trampolim” para a invasão da Europa. Tudo empreendiam
para suprimir a Religião Católica, dominar e aniquilar o continente cristão, já
muito debilitado por guerras de religião e pelas investidas da Revolução Protestante,
deflagrada pelo monge apóstata Lutero em 1517.
Na perspectiva que chamavam de “o sonho de
Osmã”, os otomanos, sonhavam em subjugar a Cristandade europeia, primeiramente
dominar a Itália e a França, e logo transformar em mesquitas a Basílica de São
Pedro, em Roma, e a Catedral Notre-Dame de Paris.