A aplicação das novas normas nos mostrará se este é ou não o futuro que espera a Igreja.
(Agência Católica de Notícias/Andrea Gagliarducci) Em sua exortação apostólica Evangelii gaudium de 2013, o Papa Francisco expressou seu desejo de ver uma "descentralização saudável" na Igreja Católica. Ele usou o termo novamente em suas últimas mudanças sobre o direito canônico das Igrejas latinas e orientais, publicadas na última terça-feira.
As alterações estão contidas no motu proprio Assegnare alcune competenze ("Atribuir algumas competências"). Um motu proprio é um documento emitido pelo papa "por sua própria iniciativa" e não a pedido de um escritório da Cúria Romana. É por este meio que o Papa procura alcançar a descentralização. (Atualmente, existem 49 documentos na seção do site do Vaticano dedicada aos motu próprios do Papa Francisco.)
Na prática, o Papa impôs a descentralização centralizando as decisões em si mesmo, sem envolver a Cúria Romana - nem mesmo valendo-se do conselho dos bispos locais, que são os principais destinatários das medidas.