Por Dardo Juan Calderón
É
óbvio destacar que a paternidade, essa autoridade que molda a família e
daí a sociedade política, é o que fundamentalmente incuba nas mentes e
nas almas a maquete do Reino de Deus, da ordem que Deus quer para que o
Seu Reino incube em nossas vidas. Por esta razão, a paternidade tem sido
objeto do ataque mais amargo que a revolução moderna está a sofrer
atualmente. Após desmontar o modelo paterno de organização política,
entendem ser necessário destruir completamente a ordem familiar que sem
dúvida o gerou. Sempre com o objetivo final (primeiro no tempo) de
retirar das almas humanas a ideia de um Deus Pai, contrariando e
desvalorizando o ensinamento de Nosso Senhor Jesus Cristo.
“A primeira ideia de poder que surgiu entre os homens é a do poder
paterno e por isso os reis foram feitos segundo o modelo dos pais.
Portanto, todos concordam que a obediência que é devida ao poder público
se encontra, no Decálogo, apenas no preceito de honrar os pais. A tal
ponto que o nome de rei é um dos nomes de um pai e que a bondade é o
caráter mais natural dos reis.” Jacques-Bénigne Bossuet.