O terrorismo islâmico mantém uma obsessão constante há décadas: atacar cristãos. Isso é confirmado por um relatório da Direção-Geral de Segurança Interna (DGSI) da França, obtido pelo Le Figaro, que analisa as ameaças específicas contra a comunidade cristã e a persistência do ódio jihadista contra os “cruzados”. O documento ganha particular relevância após o atentado de 10 de setembro em Lyon, onde Ashur Sarnaya, um cristão iraquiano em cadeira de rodas, foi agredido — o terceiro ataque islâmico na França em 2025.
Um Ódio Ideológico Alimentado por Décadas
A DGSI destaca que o discurso islâmico radical posiciona os cristãos como inimigos principais há mais de trinta anos. Tanto a Al-Qaeda quanto o Estado Islâmico rotulam repetidamente os cristãos como “incrédulos”, “idólatras”, “infiéis” ou “associacionistas”. Essa linguagem não é acidental: ela responde a uma estratégia doutrinária que apresenta o Ocidente e o cristianismo como uma única realidade hostil. Dessa forma, as Cruzadas, a colonização e as recentes intervenções militares em locais como Afeganistão, Mali, Iraque e Síria são entrelaçadas em uma narrativa de vitimização criada para justificar a violência.






