![]() |
| Florizel e Perdita, publicado por B. Pownall, 1783 [Biblioteca do Congresso, Washington, D.C.]. A charge retrata o Príncipe de Gales (futuro Rei George IV) e sua amante, a Sra. Mary Robinson. |
Por Monseñor Charles Fink
Grande parte do mundo moderno se comporta como se "tudo fosse política". E se a política é a arte do possível, segue-se que quase tudo é permitido. Por quê? Porque os seres humanos têm uma capacidade quase infinita de inventar boas razões para fazer coisas ruins. Se não partirmos do reconhecimento de alguns absolutos morais — isto é, limites que nunca devemos ultrapassar —, seremos sempre capazes, e frequentemente inclinados, a justificar ações terríveis em nome de resultados possíveis e, supostamente, bons.
Na realidade, a política é apenas uma pequena, embora importante, parte da interação humana. A moralidade se aproxima muito mais de ser tudo: uma moralidade delimitada por proibições absolutas, dentro da qual há ampla margem para discordância no âmbito dos julgamentos prudenciais, que envolvem todos os tipos de compensações. Nesse âmbito, o pragmatismo domina; o consequencialismo tem algum peso, mas é limitado pelo que nunca devemos fazer, ou pelo menos, nunca devemos desejar diretamente.






