Nos dias que antecederam o consistório extraordinário, especulou-se que o Papa Leão XIV abordaria a liturgia pré-conciliar. Contudo, embora o tema estivesse entre as possibilidades, não obteve o apoio da maioria dos cardeais.
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| Cardeal Gerhard Müller |
O cardeal Gerhard Ludwig Müller, ex-prefeito do dicastério do Vaticano responsável pela doutrina da fé, explicou por que o recente consistório extraordinário realizado em Roma com o Papa Leão XIV não abordou a liturgia pré-conciliar, apesar de muito se ter falado nos dias anteriores sobre essa possibilidade.
Segundo Müller, o tema da liturgia estava entre as opções que poderiam ter sido propostas para o encontro, mas acabou não sendo escolhido pelos cardeais. Em entrevista à EWTN, o cardeal afirmou que o principal motivo foi a falta de tempo e a decisão de se concentrarem naquilo que consideravam questões mais urgentes para a Igreja.
A este respeito, Müller resumiu a razão subjacente com estas palavras: “Dado o tempo limitado, os cardeais preferiram discutir os principais desafios que a Igreja enfrenta em vez de assuntos internos”. Na sua opinião, o debate litúrgico não foi considerado a questão mais urgente do momento, precisamente por causa do contexto cultural e político em que a Igreja é compelida a proclamar Cristo.

