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terça-feira, 9 de março de 2021

O segredo para fazer penitência com rigor mas sem exagero

Penitência! A palavra que ouvimos neste tempo, que vem para agradar nossos ouvidos sensíveis e nosso humor delicado. É, porém, à penitência que a Igreja nos convida neste tempo de Quaresma. Mas será que nós sabemos realmente o que é, a que se refere e o que ela acarreta?


 

Por Edifa 

 

A palavra “penitência” vem do latim poena, “pena” entendida no duplo sentido de julgamento e tristeza: penitência é a pena “infligida” em reparação por nossas ofensas, mas é também, e sobretudo, aquilo que sentimos por ter ofendido a Deus com as nossas faltas. Mesmo quando batizados, os cristãos não se livram das fraquezas de sua natureza humana: nem sempre são fiéis às promessas do batismo e muitas vezes cometem erros. Essa inclinação para o pecado permanece em cada um de nós. Além disso, Jesus nos chama à conversão. Este esforço de conversão que nos compete praticar “não é apenas uma obra humana”, recorda-nos o Catecismo da Igreja Católica (n. 1428): É o movimento do coração contrito, atraído e movido pela graça para responder ao amor misericordioso de Deus que nos amou primeiro. “Seria oportuno [portanto] insistir mais no segundo sentido da palavra poena”, explica o padre Matthieu Rouillé d’Orfeuil, diretor de estudos do seminário francês de Roma. “A penitência exprime a tristeza de haver pecado, para redescobrir a alegria da salvação”. Muito pesada para alguns, a penitência não é tão popular. A Quaresma é então uma grande oportunidade de tirar o pó dessa noção-chave da vida cristã.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

O limbo das crianças mortas sem Batismo

Essa sentença – que é teológica, mas não de fé – tem sido repensada nos nossos dias


 

Por Vanderlei de Lima

 

Ensinou-se, desde o século XI, que as crianças mortas sem Batismo não eram merecedoras do céu nem do inferno, mas, sim, do limbo das crianças (assim chamado, a partir do século XIII, para distinguir do limbo dos pais, estado transitório no qual todos justos do Antigo Testamento aguardavam a redenção de Cristo). Essa sentença – que é teológica, mas não de fé – tem sido repensada nos nossos dias. Detalhemos a temática.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Muitos bispos católicos não parecem se importar em acabar com o aborto



Por Peter Bleyer


Meu filho de 15 anos recebeu recentemente o Sacramento da Confirmação, que “nos dá uma força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé pela palavra e ação como verdadeiras testemunhas de Cristo”. (Catecismo 1303) De suas ações, parece que Nick Sandmann, de 15 anos, de Covington Catholic, também fez sua Confirmação e usou a sabedoria e a coragem que ganhou, para se defender de ataques feitos pelo próprio bispo que o teria confirmado.
Infelizmente, em vista da extensa história de abuso infantil pelo clero católico, a perseguição de Nick por bispos e padres não foi uma surpresa.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O Ocidente: sem Cristo, na tolice e na escuridão

Por Dom Henrique Soares da Costa

Casualmente, vi na televisão um programa sobre a Chapada dos Veadeiros. Surpreso, fiquei sabendo de quantas pessoas vivem ali à espera de um contato com extraterrestres. Um desses devotos dos ETs vive numa verdadeira disciplina ascética, preparando-se para o encontro com os seres de outros planetas; é vegetariano, vive na pobreza e fez voto de castidade; chega mesmo a rezar para eles…



Como é louca a humanidade! Como é desorientada a nossa civilização ocidental! Primeiro, a partir do século XVIII, declaramos que o homem se tornara adulto e emancipado. Era necessário matar toda verdade religiosa e tudo quanto não coubesse na cachola miúda da razão humana.
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