Mostrando postagens com marcador Tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tempo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Um dos grandes males do nosso tempo: a luxúria

"Paolo e Francesca". Obra de Frank Dicksee (1853-1928).

  

 

Por

«Facilis descensus Avernus». Virgílio. Eneida   

 "Um velho mundo está a morrer, um novo mundo está a demorar a nascer,  e nesse claro-escuro surgem monstros." António Gramsci. Cadernos do Cárcere

"O estado de um homem moral é de tranquilidade e de paz; o estado de um homem imoral é de perpétua inquietação". 
Marquês de Sade

 "A luxúria é uma coisa fraca, pobre, chorosa e sussurrante, comparada com a riqueza e a energia do desejo que surgirá quando a luxúria for eliminada".  C.S. Lewis 

"A raça humana está sob o poder do diabo mais por causa da luxúria do que por todos os outros vícios".  São Bernardo

Acho que está na altura de falar de uma questão que poucas pessoas querem falar, mas que é um dos maiores problemas do nosso tempo.

"A que problema se está a referir?", poderá perguntar.

O filósofo Edward Feser coloca-o desta forma:

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Papa Leão XIV: um tempo para curar

Leão XIV - A Virgem Maria e os Apóstolos que recebem o Espírito Santo no Pentecostes, sob um raio de luz divina.
Pentecostes de Jean II Restout, 1732 [Louvre, Paris]

 

Por padre O Brian A. Graebe, S.T.D

 

Quanto podemos aprender sobre o jovem pontificado do Papa Leão XIV? Os primeiros sinais podem não ser definitivos, mas podem ser sugestivos. E, sem dúvida, muitas surpresas variadas nos aguardam. No entanto, há uma questão que surgiu, que provavelmente se tornará um leitmotiv. Em seus primeiros comentários da varanda da Basílica de São Pedro no dia de sua eleição, o Papa Leão falou sobre caminhar juntos como uma Igreja unida.

Este domingo de Pentecostes, quando nos lembramos das línguas de fogo que desceu sobre os Apóstolos, é também um bom momento para recordar quantas vezes já dissemos que precisamos ouvir o Espírito Santo para redescobrir essa unidade.

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Meio da Quaresma e Meia-Idade

Estou fazendo todas as coisas "certas" — orando, missa semanal e horas santas, rosário diário, esmola, dando a Deus o que lhe é devido — e ainda assim não estou progredindo em nenhum grau perceptível de santidade.

 https://crisismagazine.com/wp-content/uploads/2025/03/shutterstock_186310769-scaled.jpg 


Por Rob Marco

 

Fiz 45 anos este ano, poucos dias depois da Quarta-feira de Cinzas. Aqui no Nordeste, foi um inverno especialmente extenuante para mim: desgastante para a saúde mental, sentimentos de desamparo de monotonia e dias aparentemente intermináveis ​​de ventos frios e céus cinzentos. Feriados comemorativos chegaram e passaram, e eu estava perversamente ansioso pelo início da Quaresma para ajudar a dar um pontapé inicial nas coisas.  

Práticas ascéticas não são novidade para mim. Tenho tomado banho frio todas as manhãs nos últimos anos, tanto pela penitência quanto pelos benefícios da exposição ao frio, e feito jejuns prolongados periódicos. No verão passado, parei de repente com um hábito pernicioso de 25 anos de nicotina, principalmente porque estava farto e cansado de ser um escravo. Como se isso não fosse punição suficiente, também parei de repente com cafeína alguns meses depois — para tentar baixar minha pressão arterial, mas também para evitar a dependência que desenvolvi da droga. 

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Santo Agostinho e o paradoxo do Tempo

Santo Agostinho reflete sobre o tempo no décimo primeiro livro das suas Confissões, tentando descobrir a sua verdadeira natureza e expondo as contradições implícitas na compreensão popular do tempo dividido em passado, presente e futuro.

Santo Agostinho e o paradoxo do Tempo
Santo Agostinho em seu gabinete, Botticelli

 

Por 

Se há um livro de Santo Agostinho que ficou na posteridade como uma das maiores obras literárias e filosóficas da história, é o seu livro As Confissões. Apesar de não se dedicar exclusivamente a uma questão filosófica específica, muitos dos pensamentos mais conhecidos e valorizados do santo de Tagaste encontram-se naquela maravilhosa autobiografia, que se tornou uma obra incontornável para todo homem verdadeiramente interessado em filosofia ou em literatura. Santo Agostinho escreveu algumas obras especificamente filosóficas durante os anos que antecederam e seguiram a sua conversão, como Contra os Acadêmicos, Livre Arbítrio, O Mestre, A Imortalidade da Alma, Ordem, etc., mas justamente por serem obras especializadas ou focadas em questões ideias filosóficas específicas, não foram amplamente lidas pelo público em geral nem alcançaram tal disseminação universal. Já As Confissões tiveram sucesso imediato e já foram sua obra mais popular durante a vida do santo. Isso pode ser devido, em grande medida, ao fato de que as próprias características da obra a tornam interessante para um público mais variado, pois atrai ao mesmo tempo o homem interessado em questões históricas simples (pelos dados que o santo conta sobre a vida de sua época e as referências a outros personagens da época), ao homem interessado em literatura (pelo estilo poético com que é escrita), ao homem interessado em teologia (pela autoridade que Santo Agostinho tem nesse campo), e pelo homem interessado em filosofia. Este último beneficiou da liga, na medida em que conseguiu passar a sua mercadoria no mercado negro e chegar a locais onde não seria bem-vindo se tivesse sido reconhecido. Ou seja, é a obra filosófica mais conhecida de Santo Agostinho, e uma das mais conhecidas da história em geral, justamente porque não é apenas uma obra filosófica.

domingo, 26 de novembro de 2023

A Igreja sinodal será guiada pelo espírito da era

 

 

Por Gavin Ashenden

 

A câmera nunca mente; exceto que isso acontece. Uma fotografia tirada de contexto pode ser totalmente enganosa. Um vídeo menos, pois fornece contexto. O Sínodo de Outubro em Roma produziu duas respostas contraditórias em observadores.

Aqueles que olham para a fotografia estão dizendo: “Nada mudou. Os catastrofistas estavam errados. Veja, sem mulheres sacerdotes, sem bênçãos homossexuais, sem mudança".

Mas o contrário é o caso. O vídeo conta uma história diferente. Pode-se começar qualquer avaliação perguntando, se não há mudança, o que foi o Sínodo? Por que o custo, o enorme gasto de esforço? Foi realmente tudo para permitir que algumas centenas de pessoas escolhidas adoçasse a oportunidade de se acalmarem e se envolverem em terapia de grupo eclesiástica?

Claramente que não. A Instrumentum Laboris ofereceu uma indicação clara de que um novo tipo de linguagem teológica estava sendo usado, e com um propósito: facilitar a evolução para um novo tipo de Igreja. A salvação foi substituída pela política e terapia. A jornalista católica Jeanne Smits argumentou que a evolução era o termo errado.

sábado, 30 de julho de 2022

Apocalipse 12 no tempo presente?

Às vezes é interessante relembrar acontecimentos recentes, cuja importância pode ter passado despercebida ou simplesmente não termos percebido, e que, no entanto, podem ser fundamentais para interpretar o momento em que vivemos.

Apocalipse Michael D. O'Brien  

 

Por Pedro Abello

 

Em meados de 2017, chamou minha atenção um artigo que parecia extraordinário por suas possíveis implicações. O referido artigo descrevia, nem mais nem menos, o que poderia ser a efetiva realização do início de Apocalipse 12 neste momento de nossa história, no tempo em que nos foi dado viver.

Todos nos lembramos da profecia que tantas vezes lemos e ouvimos, e sobre a qual tanto se falou: “Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. E estando grávida, gritou nas dores do parto, na angústia do parto”.

E se aquele sinal no céu já tivesse aparecido em toda sua precisão e majestade, diante de nossos olhos, e não tivéssemos sido capazes de entendê-lo? É isso que sugere o artigo de Patrick Archbold ao qual me refiro abaixo.

Impressionado com a força sugestiva do que Archbold relata, em junho de 2017 escrevi o artigo que transcrevo abaixo, com uma ligeira correção, que foi publicado pelo Fórum Libertas e que agora ofereço à redação da Infovaticana caso considere de seu interesse para “ressuscitá-lo”, dada a natureza extraordinária de suas possíveis implicações.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Encanto e desencanto em tempo de COVID

 

 

*Por Padre David Francisquini

 

O colapso da fé que assola o mundo atual é sem dúvida o pior dos males que grassam na sociedade contemporânea. O reflexo desse flagelo não está apenas nas almas, mas nos ambientes, nos costumes e nas instituições. As pessoas sem fé vivem como se Deus não existisse, à procura desenfreada do gozo da vida, do amor irrestrito ao presente, do desprezo pelo passado e por todos os valores morais e religiosos.

Ao excluir Deus de suas vidas, ipso facto, o homem faz da existência uma chanchada, um carnaval, uma piada, além de outras futilidades que o fazem pular, rir, gritar, cantar. Hoje ele tenta preencher o vazio de Deus, além do trabalho, com automóvel, lazer, celular, vídeos de entretenimento e outros joguinhos do gênero…

Convenhamos, tudo isso parece moldado para fazer esquecer quão grave é a vida, diante das responsabilidades que por sua própria natureza ela nos impõe. Quantas cabeças rolaram ao longo dos séculos, seguidas de promessas de um mundo melhor, onde os homens seriam autossuficientes com o auxílio da ciência e da técnica.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Como manter mente e espírito sãos em tempos de Covid-19

 


A pandemia de Covid-19 afetou seriamente várias pessoas no mundo todo por causa do estresse e da ansiedade. E parece que o fim ainda está distante. Por isso é importante que hoje mais do que nunca os católicos estejam atentos ao cuidado com sua saúde mental, física e espiritual.

Em uma entrevista recente ao National Catholic Register, o psicólogo Kevin Vost, autor de 12 livros sobre psicologia, crescimento espiritual e catolicismo, compartilhou alguns conselhos para ajudar a manter a saúde menta e espiritual em meio à pandemia de coronavírus.

Vost explicou que “a saúde mental e espiritual com frequência estão estreitamente entrelaçadas” e que a segunda incide positivamente na primeira, mas “pode haver distinções muito importantes.”

domingo, 7 de março de 2021

Nossa Senhora de la Salette: Ela fala para o nosso tempo?

 

 
 

Por Mary Hansen 

 

Recentemente, o católico Joe Biden, o presidente mais pró-aborto da história dos Estados Unidos, foi empossado como o 46º presidente do país. Foi o momento perfeito para educar líderes católicos. O mundo estava assistindo!

No entanto, quando o presidente da USCCB, Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, o arcebispo José Gómez de Los Angeles, comentou que a agenda de Biden “promove políticas que avançariam os males morais”, o cardeal Blasé Cupich de Chicago emitiu “um tweet contundente”, muito chateado com a menção do aborto no documento. Um Príncipe da Igreja! E outro Príncipe da Igreja, o Cardeal Wilton Gregory de Washington, DC, já havia declarado que daria a comunhão a Biden. Outro líder da Igreja, o cardeal Joseph Tobin, de Newark, declarou que um católico poderia votar em um democrata em sã consciência. Isso foi antes das eleições. Esses acontecimentos me fizeram pensar nas mensagens de Nossa Senhora de La Salette,isso ocorreu há 175 anos, mas parece tão relevante para o nosso tempo quanto era há tantas décadas.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Orar sem Cessar



Por Prof. Felipe Aquino



O Papa João Paulo II ao final de sua vida, quando sofria muito, disse: “Quanto mais se sofre, mais é preciso rezar”. Foi o próprio Senhor quem mandou “rezar sempre e nunca desanimar” (cf. Lc 18,1); foi Ele quem prometeu que toda oração feita em seu nome seria atendida (cf. Jo 16,23s). Ele não falha; todavia a hora de Deus nem sempre é a nossa hora:

“Ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação” (2 Cor 6,2; cf. Is 49,8).

Sem oração é impossível caminhar na fé e fazer a vontade de Deus. O Senhor Jesus nos manda: “orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1), e São Paulo nos recomenda: “Orar sem cessar” (1 Ts 5,17).

A oração é para a alma o que o ar é para o corpo.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Comunhão eucarística nos tempos do coronavírus


Por Roberto de Mattei
 
 
 

Na Itália, o recente Protocolo de Entendimento sobre a retomada das celebrações litúrgicas com a assistência do povo causou, com suas provisões, desconforto e desorientação para muitos fiéis. Portanto, muitos estão pedindo instruções sobre o comportamento que deveriam ter na situação sem precedentes criada desde 18 de maio de 2020.

Como a questão afeta várias áreas (teológica, jurídica, litúrgica, moral), não é possível fornecer uma única indicação a ser aplicada compulsoriamente em todos os casos. Partindo de uma descoberta incontestável (a ilegitimidade do protocolo), aqui tentamos estabelecer alguns pontos fixos que nos permitem nos orientar nessa circunstância espinhosa. O autor é um teólogo distinto.

domingo, 3 de maio de 2020

Bispos ou sacerdotes podem proibir a comunhão na boca? Qual é a legislação da Igreja a respeito?

Concílio de Trento – Anônimo, séc. XVI. Museu do Louvre, Paris.

Por Padre David Francisquini 
 
 
 
Pergunta — Devido à ameaça de epidemia do coronavírus, o bispo da minha diocese impôs que a Sagrada Comunhão seja distribuída exclusivamente na mão dos fiéis, e não mais na boca. Chama-me a atenção que, no mesmo comunicado, proíbe-se o costumeiro aperto de mão na saudação da paz. Se o contato com a mão transmite o vírus, seria lógico proibir também a comunhão na mão, porque o padre poderia estar contaminado, não é? Essa contradição me leva a suspeitar que alguns bispos estejam querendo aproveitar a crise sanitária para tentar acabar com a distribuição da comunhão na boca, que é o modo tradicional. Há muitos anos sou “mal visto” por vários sacerdotes, por não receber a comunhão na mão, e tenho sido interpelado algumas vezes para “fazer como os demais”. Esses padres alegam que na Igreja primitiva se comungava desse jeito, e que o fato de não se permitir aos fiéis tocar na hóstia, como se fazia antes, estabelecia uma distinção excessiva entre os leigos e o clero, dando a entender que os padres eram virtuosos e os fiéis eram pecadores. Gostaria de saber se isso é verdade, e qual é a legislação da Igreja sobre a distribuição da comunhão.

sexta-feira, 6 de março de 2020

Nunca desanimar na luta contra o pecado: sempre é tempo de conversão!

O pecado é o grande mal desta vida; custou a vida de Deus morto na cruz para podermos ficar livres dele. Ele é a raiz mais profunda de todos os males. São Paulo diz que “o salário do pecado é a morte” (Rom 6,23); quer dizer, toda lágrima, toda dor e a morte, têm a sua causa primeira no pecado, desde o pecado original até os nossos pecados pessoais. O pecado é “amor de si mesmo até ao desprezo de Deus”, disse S. Agostinho (A cidade de Deus, 14,28).


QuaresmaOração 

Por Prof. Felipe Aquino


Jesus veio nos trazer a libertação contra a “escravidão do pecado”. “Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Ele, para que seja reduzido à impotência o corpo outrora subjugado pelo pecado” (Rom 6,6).
Deus disse Caim: “É verdade, se fizeres o bem, andarás de cabeça erguida; mas se fizeres o mal, o pecado estará à porta, espreitando-te. Tu, porém, poderás dominá-lo” (Gen 4,7). É possível dominar o pecado com a graça de Deus. Não temos desculpas diante da derrota para o pecado. São Paulo disse que:
“Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela” (1 Cor 10,13).

sábado, 21 de dezembro de 2019

O tempo da colheita

O joio é uma planta com caule, folhas estreitas e espigas largas e planas, cujos grãos contêm um princípio tóxico; Cresce espontaneamente nos campos e é muito difícil de remover. É, portanto, uma planta venenosa que cresce junto com outras plantas saudáveis, de modo que, se suas sementes não fossem eliminadas, tornariam toda a colheita tóxica.



Por Pedro Abelló


Isso é mencionado na parábola do trigo e do joio em Mateus 13: 24-30. Um fazendeiro havia limpado seu campo e semeado boas sementes, mas seu inimigo semeou joio entre ela. Quando as plantas cresceram, os trabalhadores perceberam e propuseram ao proprietário rasgar o joio, mas ele não os deixou fazê-lo, por medo de também colher o trigo, pois é difícil distinguir as duas quando são jovens. Em vez disso, ele deixou as plantas crescerem e, no momento da colheita, com as plantas adultas já facilmente distinguíveis, ele ordenou que primeiro pegasse o joio e queimasse.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Santidade: esta palavra ainda faz sentido?

[domtotal]
Por Felipe Magalhães Francisco

A santidade é um ideal possível, não uma coisa distante e restrita a uns poucos meritosos


A santidade é um ideal possível, não uma coisa distante e restrita a uns poucos meritosos (Stephanie LeBlanc/ Unsplash)

Na atualidade, sabemos o que se passa na vida, a partir das redes sociais. Elas têm sido o termômetro que nos ajudam a perceber aquilo que tem interessado às pessoas. A canonização da baiana Dulce dos Pobres, realizada em treze de outubro deste ano, foi acompanhada com entusiasmo. Foram ressaltados, em rememoração, situações da vida da religiosa que doou sua vida em comprometimento com o Evangelho, no amor-cuidado para com os pobres. Foi também na internet que viralizou o comentário de uma cantora, rechaçando a ideia de que pessoas possam ser chamadas de santas, visto que só Deus é Santo!

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

A confissão como sacramento do desconforto moderno: debates, estudos e polêmicas entre teólogos

[unisinos]


Uma reforma que ajude a superar a crise deste sacramento ainda não parece madura para uma intervenção pastoral próxima do Papa Francisco.
A reportagem é de Carlo Di Cicco, jornalista especializado em assuntos do Vaticano, publicada por Tiscali, 06-08-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

A “soberba disfarçada” dos que não têm tempo para Deus

[padrepauloricardo]
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Rezamos, então? Ah, sim, rezamos! Mas o fazemos do nosso modo e em nosso tempo. As regras, somos nós que as ditamos; os termos, nós que os estabelecemos. Rezamos, sim, mas os deuses, no fundo, somos nós.



No calendário litúrgico anterior à reforma litúrgica de Paulo VI, o Tempo depois de Pentecostes (correspondente ao “Tempo Comum” de agora) era inaugurado com a parábola do grande banquete (cf. Lc 14, 16-24). O texto, proclamado no domingo seguinte à grande solenidade de Corpus Christi (o 2.º depois de Pentecostes), servia de “complemento” para os ensinamentos desta grande celebração [1], lançando uma luz sobre toda a nossa vida espiritual.

terça-feira, 26 de março de 2019

“Quase não haverá almas virgens no mundo”

[padrepauloricardo]
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Uma “atmosfera saturada do espírito de impureza”, que “correrá pelas ruas” e “com uma liberdade assombrosa”: eis a terrível profecia de Nossa Senhora do Bom Sucesso para o nosso tempo… que está se cumprindo.



É assombroso, mas estamos anestesiados e, por isso, talvez nem nos assustemos mais com a gravidade do que Nossa Senhora do Bom Sucesso profetizou a respeito de nossa época. Deveria impressionar-nos não só o fato de essa revelação ter-se dado a uma monja no longínquo século XVI, mas também a força das palavras usadas pela Virgem Santíssima na ocasião. “Quase não haverá almas virgens no mundo”, ela disse. “Nesses tempos estará a atmosfera saturada do espírito de impureza, que, à maneira de um mar imundo, correrá pelas ruas, praças e logradouros públicos com uma liberdade assombrosa.”

sábado, 9 de março de 2019

Uma lição do Cardeal Newman para tempos obscuros

[padrepauloricardo]
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

A verdade que esquecemos? Que a Igreja tem uma doutrina que cresce, mas sem deixar de ser a mesma. O risco que corremos? Tornarmo-nos protestantes.



Em tempos de grande confusão doutrinal como os nossos, em que se multiplicam as ideias religiosas que deformam a fé recebida dos Apóstolos, poucas coisas são tão importantes quanto compreender em que consiste o autêntico “desenvolvimento da doutrina cristã” ao longo dos séculos.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

O escândalo dos nossos tempos

[abim]
Por Roberto de Mattei (*)


O mundo está cheio de escândalos, e Jesus diz: “Ai do mundo por causa dos escândalos” (Mt 18, 7). O escândalo, de acordo com a moral católica, é o comportamento daqueles que causam o pecado ou a ruína espiritual de seu próximo (Catecismo da Igreja Católica n° 2284).
Não basta abster-se de fazer aquilo que em si mesmo é pecado, mas é preciso evitar aquilo que, não sendo pecado, põe os outros em perigo de pecar; e o Dicionário de teologia moral dos cardeais Roberti e Palazzini ensina que isso é especialmente obrigatório para aqueles que têm uma posição elevada no mundo ou na Igreja (Editrice Studium, Roma 1968, p.1479).
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...