Como na época de Noé, Jesus diz que no último dia as pessoas serão separadas: de cada duas, uma será levada e outra será deixada para trás. Mas a chave para compreender essa profecia é que, no dilúvio, os perversos é que foram levados da terra, não os justos!
Durante o Advento, a Igreja nos recorda que, além de simplesmente nos prepararmos para a natividade de Cristo no Natal, temos também de nos preparar para a segunda vinda de Cristo no último dia. “Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai” (Mt 24, 36).
Nós, católicos, cremos que o último dia será precedido por um período de tribulação e sofrimento, do qual ninguém será poupado. Porém, algumas denominações protestantes enxergam as coisas de um modo diferente. Elas esperam ansiosamente pelo “arrebatamento”, que precederá o fim dos tempos, segundo a crença delas.
Vivo numa região do país com uma forte presença evangélica e fundamentalista. Portanto, qualquer discussão sobre o último dia ou sobre o fim dos tempos quase sempre traz à tona o tema do “arrebatamento”. Como católicos, nós não aderimos a essa doutrina. É muito útil ter uma compreensão sobre o “arrebatamento” quando conversamos sobre o fim dos tempos com nossos irmãos e irmãs não-católicos. Realmente, não se trata de uma doutrina bíblica. Portanto, é ainda mais útil saber como refutar essa curiosa ideia através da Sagrada Escritura.