Por Natalia Zimbrão
Pular ondas no mar, vestir roupa branca, comer uvas ou lentilhas para dar sorte, buscar previsões de astrólogos, lendo mãos ou os búzios. Muita gente começa o ano assim. Longe de serem hábitos inocentes, superstições como essas são “pecado contra a virtude da religião”, diz o padre Duarte Lara, exorcista da diocese de Lamego, em Portugal.
“O pecado de superstição é uma espécie de adultério espiritual”, diz. “O mal é esperar a salvação de uma força que não vem de Deus”, ensina o padre. “O demônio aproveita a brecha”.
Há maneiras católicas de se passar a virada do ano, lembra Duarte Lara. “A Igreja dá indulgência plenária a todo fiel que no último dia do ano reza o Te Deum”. “Isso é uma coisa muito boa que podemos fazer na passagem do ano, terminar o ano agradecendo a Deus”.
“Na nossa cultura, a superstição tem uma conotação menos pesada do que ela é do ponto de vista teológico. Para muitos, superstição é até uma bobagem, algo que não tem muito sentido e que fazemos para dar sorte”, disse o padre em entrevista à ACI Digital, em 2021. Mas, “do ponto de vista teológico”, disse, “superstição é um vício, portanto o oposto a uma virtude, e vai contra a virtude moral da religião”. Segundo Duarte Lara, a virtude moral da religião “é uma disposição da nossa vontade para dar a Deus o culto que lhe é devido”.
