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segunda-feira, 30 de agosto de 2021

O homem que tentou abolir a santidade

“Depois da pregação da nossa doutrina”, admitiu Lutero ainda em vida, “os homens entregaram-se ao roubo, à mentira, à impostura, à crápula, à embriaguez e a toda espécie de vícios. Expulsamos um demônio e vieram sete piores.”

O homem que tentou abolir a santidade 

 

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

 

Quando Deus criou a humanidade, todos estavam chamados a conhecê-lO, amá-lO, fazer a sua vontade e um dia ir para o Céu. Mas, depois da Queda, o gênero humano tornou-se insensato, rebelde e escravo de paixões de toda espécie (cf. Tt 3, 3), e essa situação assim permaneceu até a Encarnação de Cristo. Assumindo a natureza humana em sua totalidade, exceto no pecado, Nosso Senhor abriu novamente as portas do Céu para os homens, tornando-os dignos da filiação divina pelo sacrifício redentor da Cruz.

Jesus mesmo providenciou um “batismo de regeneração e renovação” (cf. Tt 3, 5) para converter cada pecador em filho de Deus, herdeiro da vida eterna. E, em virtude da graça santificante recebida no Batismo, todos podem agora participar da vida sobrenatural, esforçando-se, como pede São Paulo, por se aperfeiçoarem na prática do bem (cf. Tt 3, 8).

sexta-feira, 9 de julho de 2021

A abolição do Summorum Pontificum

Nas últimas semanas, ganhou força o boato de uma reforma iminente do motu proprio que 'liberalizou' a Missa Tradicional, o Summorum Pontificum, decretada em 2007 por Bento XVI. Essa medida conferia um status de normalidade ao rito extraordinário da missa, o rito, aliás, em que a Eucaristia era celebrada séculos antes da virada litúrgica copernicana promovida por Paulo VI em 1969.

Abolição Summorum Pontificum
Francisco e Bento VXI


O Papa alemão deu assim um passo gigantesco na restituição de uma liturgia que havia sido relegada, e que, sendo a forma como santos e sacerdotes celebraram ao longo da história e à qual foram dedicados folhetos e livros laudatórios, teológicos e endossos pontifícios, havia se tornado uma espécie de extravagância dos lefebvristas e dos padres semi-cismáticos. Essa tremenda injustiça precisava ser corrigida.

Esse passo de Bento XVI foi um presente para todos os fiéis que encontraram neste rito o caminho mais adequado para entrar no mistério eucarístico e que só encontraram obstáculos, obstáculos e olhares desconfiados por parte dos bispos se ousassem pedir aquela missa. Como é possível que o que era sagrado, bom e belo há alguns anos se tornasse desatualizado, supersticioso e quase nocivo? Por que essa animosidade com a maneira como o sacrifício eucarístico foi oferecido durante séculos?

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