sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Conheça um pouco os 21 concílios da Igreja Católica Apostólica Romana - Final

17. Concílio de BASILEIA´FERRARA´FLORENÇA

Datas e locais:
em Basileia de 23/07/1431 a 07/05/1437
em Ferrara de 18/09/1437 a 01/01/1438
em Florença de 16/07/1439 a ?
em Roma, a partir de 25/04/1442
Papa: Eugênio IV (1431-1447)

Decisões principais:

- Reunião com os gregos em 06/07/1439
- Com os armênios em 22/11/1439
- Com os jacobistas em 04/02/1442
- Questões doutrinárias sobre a SS. Trindade:
- O Espírito Santo tem sua essência e seu ser subsistente ao mesmo tempo do Pai e do Filho e procede eternamente de Ambos como de um só Princípio e por uma única expiração... E uma vez que tudo o que é do Pai, o Pai mesmo o deu ao seu Filho Único ao gerá´lo, excetuando o seu ser de Pai, esta própria processão do Espírito Santo a partir do Filho, ele a tem eternamente de Seu Pai que o gerou eternamente. (DS 1300´1301) - Tudo é uno [neles] lá onde não se encontra oposição de relação (DS 1330). “Por causa dessa unidade o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho”.
-  O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são três princípios das criaturas, mas um só princípio. (DS 1331).

18. Concílio de LATRÃO V

Data: 10/05/1512 a 16/03/1517

Papas: Julio II (1503-1513) e Leão X (1513-1521).

Decisões principais:

-  Contra o concílio sismático de Pisa (1511-1512)
-  Decretos de reforma da formação do clero, sobre a pregação, etc.
-  Condenou a Sanção de Bourges, declaração que favorecia a criação de uma Igreja Nacional da França.
 - Assinatura de uma Concordata que regulamentava as relações entre a Santa Sé e a França.
 - Condenação da tese segundo a qual a alma humana é mortal e uma só para toda a humanidade, de Pietro Pomponazzi.
- Exigência do Imprimatur para os livros que versassem sobre a fé ou teologia.

19. Concílio de TRENTO

Data: 13/12/1545 a 04/12/1563 (em três períodos)

Papas: Paulo II (1534-1549) ; Júlio III (1550-1555) e Pio IV (1559-1565)

Decisões principais:
 - Contra a Reforma de Lutero;
- Doutrina sobre a Escritura e a Tradição: reafirmação do Cânon das Sagradas Escrituras e declarou a Vulgata isenta de erros teológicos.
- Doutrina do pecado original, justificação, os sacramentos e a missa, a veneração e invocação dos santos, Eucaristia, purgatório, indulgências, etc.
- Decretos de reforma. “ Quando Deus toca o coração do homem pela iluminação do Espírito Santo, o homem não é insensível a tal inspiração que pode também rejeitar; e no entanto, ele não pode tampouco, sem a graça divina, chegar, pela vontade livre à justiça diante dele” (DS 1525). “Tendo recebido de Cristo o poder de conferir indulgências, já nos tempos antiquíssimos usou a Igreja desse poder, que divinamente lhe fora doado...”(DS, 1935).
Na Sessão VI, cânon 30, afirmou: “Se alguém disser que a todo pecador penitente, que recebeu a graça da justificação, é de tal modo perdoada a ofensa e desfeita e abolida a obrigação à pena eterna, que não lhe fica obrigação alguma de pena temporal a pagar, seja neste mundo ou no outro, purgatório, antes que lhe possam ser abertas as portas para o reino dos céus , seja excomungado”. (DS 1580,1689,1693)
- A Igreja ensina e ordena que o uso das indulgências, particularmente salutar ao povo cristão e aprovado pela autoridade dos santos concílios, seja conservado na Igreja, e fere com o anátema aos que afirmam serem inúteis as indulgências e negam à Igreja o poder de as conceder (Decreto sobre as Indulgências).
- Fiéis à doutrina das Sagradas Escrituras, às tradições apostólicas, ... e ao sentimento unânime dos padres, professamos que os sacramentos da nova lei foram todos instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo (DS 1600-1601)
- No santíssimo sacramento da Eucaristia, estão contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente, o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo (DS 1651).

20. Concílio VATICANO I

Data: 08/12/1869a 18/07/1870

Papa: Pio IX (1846-1878)

Decisões principais:

- Constituição dogmática Dei Filius , sobre a fé católica,
- Constituição Dogmática Pastor Aeternus, sobre o primado e a infalibilidade do Papa quando se pronuncia ´ex´catedra´, em assuntos de fé e de Moral.
 - Questões doutrinárias. “Este único e verdadeiro Deus, por sua bondade e por sua virtude onipotente, não para adquirir nova felicidade ou para aumentá-la, mas a fim de manifestar a sua perfeição pelos bens que prodigaliza às criaturas, com vontade plenamente livre, criou simultaneamente no início do tempo ambas as criaturas do nada: a espiritual e a corporal” (DS 3002).
“ O mundo foi criado para a glória de Deus” (DS 3025).
“Cremos que Deus não precisa de nada preexistente nem de nenhuma ajuda para criar”(DS 3022).
“A criação também não é uma emanação necessária da substância divina” (DS 3023´3024).
“Deus cria livremente do nada” (DS 3025).
“Deus conserva e governa com sua providência tudo que criou, ela se estende com vigor de um extremo ao outro e governa o universo com suavidade” (Sb8,1).(DS 3003)
“A Santa Igreja, nossa mãe, sustenta e ensina que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana a partir das coisas criadas” (DS 3004).

21. Concílio VATICANO II

Data: 11/10/1962 a 07/12/1965

Papas: João XXIII (1958-1963) e Paulo VI (1963-1978)

Decisões principais:

“Procuremos apresentar aos homens de nosso tempo, íntegra e pura, a verdade de Deus de tal maneira que eles a possam compreender e a ela espontaneamente assentir. Pois somos Pastores...” (João XXIII aos padres conciliares, na homilia de abertura do concílio). Sobre a importância do Concílio Vaticano II, disse o Papa João Paulo II, em 15/10/1995: “Na história dos Concílios, ele reveste uma fisionomia muito singular. Nos Concílios precedentes, com efeito, o tema e a ocasião da celebração tinham sido dados por particulares problemas doutrinais ou pastorais. O Concílio Ecumênico Vaticano II quis ser um momento de reflexão global da Igreja sobre si mesma e sobre as suas relações com o mundo. A essa reflexão impelia-á a necessidade de uma fidelidade cada vez maior ao seu Senhor. Mas o impulso vinha também das grandes mudanças do mundo contemporâneo, que, como ´sinais dos tempos´, exigiam ser decifradas à luz da Palavra de Deus. Foi mérito de João XXIII não só ter convocado o Concílio, mas também ter-lhe dado o tom da esperança, tomando as distâncias dos ´profetas de desventura´ e confirmando a própria e indômita confiança na ação de Deus. Graças ao sopro do Espírito Santo, o Concílio lançou as bases de uma nova primavera da Igreja. Ele não marcou a ruptura com o passado, mas soube valorizar o patrimônio da inteira tradição eclesial, para orientar os fiéis na resposta aos desafios da nossa época. À distância de trinta anos, é mais do que nunca necessário retornar àquele momento de graça. Como pedi na Carta Apostólica Tertio milennio adveniente (n.36) entre os pontos de um irrenunciável exame de consciência, que deve envolver todas as componentes da Igreja, não pode deixar de haver a pergunta: quanto da mensagem conciliara passou para a vida, as instituições e o estilo da Igreja. Já no Sínodo dos Bispos de 1985 [sobre o Concílio] foi posto um análogo interrogativo. Ele continua válido ainda hoje, e obriga antes de mais a reler o Concíllio, para dele recolher integralmente as indicações e assimilar o seu espírito... A história testemunha que os Concílios tiveram necessidade de tempo para produzir os seus frutos. Contudo, muito depende de nós, com a ajuda da graça de Deus”.´ (L’Osservatore Romano, 15/10/95)

Documentos promulgados:

1- Constituição Dogmática sobre a Igreja (Lumen Gentium)

2 - Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina (Dei Verbum)

3 - Constituição Pastoral sobre a Igreja e o mundo de hoje (Gaudium et Spes)

4 - Constituição Dogmática Sobre a Sagrada Liturgia (Sacrosanctum Concilium)

5 - Decreto sobre o Ecumenismo ( Unitatis Redintegratio).

6 - Decreto sobre as Igrejas Orientais Católicas (Orientalium Ecclesiarum).

7 - Decreto sobre a Atividade Missionária da Igreja (Ad Gentes).

8 - Decreto sobre o Munus Pastoral dos Bispos na Igreja (Christus Dominus).

9 - Decreto sobre o Ministério e a Vida dos Presbíteros (Presbyterorum Ordinis).

10 - Decreto sobre a Atualização dos Religiosos (Perfectae Caritatis).

11- Decreto sobre a Formação Sacerdotal (Optatam Totius).

12 - Decreto sobre o Apostolados dos Leigos (Apostolicam Actuositatem).

13 - Decreto sobre os Meios de Comunicação Social (Inter Mirifica).

14 - Declaração sobre a Educação Cristã (Gravissimum Educationis)

15 - Declaração sobre a Liberdade Religiosa (Dignitates Humanae).

16 - Declaração sobre as Relações da Igreja com as Religiões não´Cristãs (Nostra Aetate).

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