Por João Batista e
São tantas especulações e dúvidas, até mesmo pelos católicos, sobre a autoridade do Papa. Jesus Cristo não deixaria a sua igreja na qual ele próprio é a cabeça, a mercê deste mundo. Jesus diz que satanás é o príncipe e sua finalidade (satanás) é destruir, matar e roubar. Jesus sabedor disto instituiu o Apostolo Pedro como o primeiro chefe da Igreja Una Santa Católica Apostólica. Para entendermos este grande mistério devemos nos colocar totalmente aberto ao Espírito Santo, e pedir ao Senhor que nos dê sabedoria. Se tentarmos entender por nos mesmo jamais iremos conseguir entender este santo mistério, somente Ele, o Espírito Santo de Deus é capaz de nos dar sabedoria necessária para entendermos alguns mistérios de Deus e o seu plano para toda a humanidade. Deus se revela a quem Ele quer, Ele é o criador de todas as coisas, a Ele pertence à honra, o poder e a glória para sempre. Para entender melhor é preciso que busquemos na Palavra de Deus, então vejamos: Quando o Apostolo André apresentou o seu irmão Simão a Jesus Cristo, este olhou bem para Simão e disse: “Você é Simão o filho de João, você vai se chamar cefas (que quer dizer pedra)”. (Jo 1, 42), este encontro de Jesus com Pedro não deixa dúvidas do plano de Deus para com a humanidade.
“Jesus veio ao mundo e nos trouxe a Boa Nova, foi o próprio Deus que se fez homem em carne e sangue e habitou entre nós, mas o homem não o conheceu na pessoa de Jesus Cristo, no entanto, deu o poder de se tornarem filhos de Deus, a todos aqueles que acreditaram e acreditam nele, estes não nasceram do sangue nem do impulso da carne, nem do desejo do homem, mas nasceram de Deus”. (Cf. Jo 1, 11-13).
Jesus cumprindo a sua missão aqui na terra voltou para a sua casa celeste junto ao Pai Criador, no entanto, antes de partir preparou homens que viviam neste mundo, para zelar e difundir com a própria vida a sua Igreja é o que nos relata o texto: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”. (Mt 28, 19-20).
Em certa ocasião Jesus pergunta a seus discípulos: “Quem dizem os homens que é o filho do homem?” Alguns dizem que é João Batista outros que é Elias, outros ainda que é Jeremias ou algum dos profetas. (Mt 16, 13-14). Neste momento o mistério da igreja entra em cena, notemos que Jesus pergunta a todos: “Disse-lhe Jesus: e vós quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15), somente o apostolo Pedro responde: “Tu és o Cristo, o filho de Deus vivo!” (Mt 16, 16), Jesus então lhe disse: “Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isso, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado no céu”. (Mt 16, 17-19).
O Protestantismo não aceita a autoridade papal, estimula a comunhão direta com o Divino para todos os indivíduos sem a intervenção dos Sacerdotes consagrados segundo a vontade de Deus (cada homem é sacerdote de si mesmo) e libera a interpretação da Bíblia. Diante disso, podemos refletir sobre o que o apostolo Paulo escreve na carta aos Efésios: “A uns ele constituiu apóstolos; a outros, Profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo, até que todo tenha chegado à unidade da fé e do conhecimento do filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo”. (Ef 4, 11-13). E é justamente para que a Igreja de Jesus Cristo não ficasse entregue a qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores, que ele instituiu Pedro com autoridade divina. Imaginemos se Jesus estivesse deixado a sua Igreja aos cuidados de homens que não fossem preparados por ele? Quando o apóstolo Paulo se refere ao Corpo de Cristo, é lógico que está falando da Igreja, é preciso que cresçamos em todos os sentidos naquele que é a cabeça, Cristo Jesus, porque é por ele que todo o Corpo (igreja), coordenado e unido crescerá visando à plena edificação rumo a nova Jerusalém. A igreja Católica Apostólica Romana é aquela na qual o papa exerce a posição proeminente, como líder de todos os fiéis. Ele é considerado o sucessor do apóstolo Pedro, que foi o primeiro Papa da Igreja. Jesus Cristo quando ressuscitou, antes de ser arrebatado ao céu, permaneceu quarenta dias instruindo os Apóstolos pela ação do Espírito Santo: Desde o principio até o dia em que, depois de ter dado pelo Espírito Santo suas instruções aos apóstolos que escolhera, foi arrebatado (ao céu). É a eles que se manifestou vivo depois de sua Paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando do Reino de Deus. (Atos 1, 2-3).
A Igreja Católica é a única que aceita a autoridade papal, a Eucaristia foi instituída por Jesus na ultima ceia com os seus discípulos, não é invenção do homem. O apostolo Paulo diz: Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: isto é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim. (I coríntios 11, 23-24). A Igreja católica acredita na instituição do Sacramento da Reconciliação, onde os sacerdotes depois de passarem, assim como passaram os apóstolos, por anos de instrução são ordenados e recebem em nome da cabeça da Igreja, ou seja, Jesus Cristo a autoridade de perdoar pecado. Assim como a eucaristia, o sacramento da reconciliação não é invenção do homem e sim de Jesus Cristo. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhe-ão retidos”. (Jo 20, 22-23). Acreditando que os apóstolos são colunas da Igreja de Cristo e que o apostolo Pedro ao dizer: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!” (Mt 16, 16), e nessa confissão de fé, Jesus edifica a sua Igreja, o que mais nos falta para acreditarmos na Igreja Católica como sendo a edificada por Jesus Cristo?
Nos últimos anos muitas igrejas sugiram dizendo ser a verdadeira. Igrejas tendo como fundadores homens, mas isto já era previsto pelo apostolo João: Eles saíram dentre nós, mas não eram dos nossos. Se tivessem sido dos nossos, ficariam certamente conosco. Mas isto se dá para que se conheça que nem todos são dos nossos. (I Jo 2, 19).
A primeira divisão dentro do Cristianismo ocorreu em 1054 dC (aproximadamente mil anos após a fundação da Igreja). É o que se chama de Cisma Oriental. Antes disso, grandes polêmicas tinham surgido dentro do seio do Cristianismo mas, mesmo assim, sempre se chegava a um consenso geral através da realização de grandes Concílios Ecumênicos, que reuniam bispos de todo o mundo até então conhecido. Aqueles que não se adequavam às decisões eram afastados da Igreja, criando – como hoje em dia – comunidades heréticas que o próprio tempo tratou de exterminá-las. Mas o Cisma Oriental foi a primeira divisão que realmente abalou o mundo cristão. Doutrinariamente, os orientais, baseados em Constantinopla, acusaram a Igreja do ocidente de ter acrescentado o termo filioque ao credo niceno-constantinopolitano, resultando na procedência do Espírito Santo a partir do Pai e do Filho e não apenas do Pai, como originalmente registrava tal credo, o que dava a impressão que o Espírito Santo passou a “existir” após o Pai e o Filho. Muito embora a Igreja católica tenha demonstrado e comprovado que tal acréscimo nada modifica na fórmula original, nem impõe uma ordem de procedência já que trata-se do Deus único, a Igreja Ortodoxa jamais aceitou voltar à plena comunhão com a Igreja de Roma, o que bem demonstra que a divisão não ocorreu por motivo simplesmente doutrinário.
Mas então qual seria o verdadeiro motivo da separação? Política! Desde o séc. VII, Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, desejava ter os mesmos direitos da sé de Roma, tendo conseguido obter, no máximo, o reconhecimento do privilégio de segunda, logo depois de Roma. Assim, o argumento do “acréscimo ilícito” do filioque foi usado apenas para garantir a separação na ordem política! Isso é História.
As demais divisões
Após a separação da Igreja Ortodoxa, foram necessários mais 500 anos, aproximadamente, para que nova divisão viesse abalar a Igreja do Ocidente. Também é fato histórico que na Igreja medieval ocorriam vários abusos, a grande maioria ocasionados pelo fato da ligação íntima entre Igreja e Estado; era o Estado que nomeava os bispos, sendo estes pouco preparados a nível religioso. Então era comum encontrarmos bispos que compravam determinada sede episcopal, que eram casados irregularmente, que eram impiedosos por falta de vocação religiosa, etc… Era necessária uma Reforma dentro da Igreja! Vários homens lutaram por essas reformas, cada qual a seu jeito. Francisco de Assis é um desses exemplos: lutou por reformas e conseguiu! Não precisou dividir a Igreja, pois reconhecia sua importâcia e autoridade. Mesmo assim, a Igreja ainda não estava totalmente reformada. Infelizmente, homens como Lutero e Calvino, ao invés de se inspirarem no grande exemplo de São Francisco, acharam mais fácil romper com a Igreja, fundando novas religiões… foi a chamada Reforma Protestante. Lendo a história de maneira completamente imparcial, vemos que, mais uma vez, a política se intrometia no campo religioso. Lutero, para impor suas doutrinas, aliou-se aos príncipes alemães descontentes com as boas relações entre o Imperador e o Papa. Calvino fez de Genebra um Estado cuja política era guiada por preceitos religiosos radicais, com visível orientação antipapal e anticatólica. Ao contrário de Lutero e Calvino, o rei Henrique VIII da Inglaterra estava preocupado em conseguir um descendente (filho) do sexo masculino para ser seu sucessor no trono; como Catarina de Aragão, sua esposa, não conseguia dar-lhe esse filho tão esperado e o Papa não consentisse o divórcio, obrigou ao clero inglês a reconhecê-lo como chefe supremo da igreja na Inglaterra. Observemos, portanto, como os argumentos religiosos são usados por todos, desde o princípio, como justificativa para implantação de idéias meramente políticas.
Lutero havia afirmado que quem dirige o crente é o Espírito Santo, de forma que este não necessita da autoridade de Igreja para ajudá-lo a interpretar a Bíblia, única fonte de fé que deve ser considerada pelo cristão. Esse mesmo ponto de vista foi adotado por Calvino e por todo o mundo protestante. Mesmo sendo oposta à própria Bíblia (2Pd 3,15-16), a livre interpretação ocasionou a fragmentação do Cristianismo em mais de 20 mil ramos, o que é um absurdo, já que cada ramo se julga a verdadeira Igreja de Cristo, tendo como único ponto comum o anticatolicismo. Mas, não reconhecendo a autoridade de Igreja, mais uma vez se voltam contra a Bíblia, pois esta afirma que o fundamento e coluna da verdade é a Igreja (cf. 1Tm 3,15), logo, apesar de possuirem alguns pontos verdadeiros (que são iguais aos da Igreja Católica!!!), não são a verdadeira Igreja de Cristo.
Vejamos a seguinte lista, organizada em ordem cronológica e incompleta, já que seria impossível listar as 20 mil igrejas cristãs hoje existentes:
| Ano | Denominação | Origem | Fundador |
| ~33 | Fundação da Igreja Católica | Palestina | Jesus |
| ~55 | Igreja Católica se fixa em Roma, com Pedro e Paulo | ||
| 1054 | Igreja Ortodoxa | Constantinopla | Miguel Cerulário |
| 1521 | Igreja Luterana | Alemanha | Martinho Lutero |
| 1523 | Anabatistas | Alemanha | Zwickau |
| 1523 | Batistas Menonitas | Holanda | Menno Simons |
| 1531 | Igreja Anglicana | Inglaterra | Henrique VIII |
| 1536 | Igreja Presbiteriana | Suiça | João Calvino |
| 1592 | Igreja Congregacionalista | Inglaterra | John Greenwood e outros |
| 1612 | Igreja Batista Arminiana ou Geral | Inglaterra | John Smith |
| ~1630 | Sociedade dos Amigos (Quakers) | Inglaterra | George Fox |
| 1641 | Igreja Batista Regular ou Particular | Inglaterra | Richard Blount |
| 1739 | Igreja Metodista | Inglaterra | John Wesley |
| 1816 | Igreja Adventista | EUA | Willian Miller |
| 1830 | Mórmons | EUA | Joseph Smith |
| 1865 | Exército da Salvação | Inglaterra | Willian Booth |
| 1878 | Testemunhas de Jeová | EUA | Charles T.Russel |
| 1901 | Igreja Pentecostal | EUA | Charles Parham |
| 1903 | Igreja Presbiteriana Independente | Brasil | Othoniel C. Mota |
| 1909 | Congregação Cristã no Brasil | Brasil | Luís Francescon |
| 1910 | Igreja Assembléia de Deus | EUA/Brasil | D.Berg/G.Vingren |
| 1918 | Igreja do Evangelho Quadrangular | EUA | Aimée McPherson |
| 1945 | Igreja Católica Apostólica Brasileira (ICAB) | Brasil | Carlos D.Costa |
| 1955 | Cruzada o Brasil para Cristo | Brasil | Manoel de Mello |
| 1962 | Igreja Deus é Amor | Brasil | David Miranda |
| 1977 | Igreja Universal do Reino de Deus | Brasil | Edir Macedo |
Outros Ramos:
- Adventistas: Adventistas da Era Vindoura, Adventistas do Sétimo Dia, Adventistas Evangélicos, Cristãos Adventistas, Igreja de Deus, União da Vida e do Advento, etc.
- Batistas: Batistas Abertos, Batistas das Duas Sementes no Espírito, Batistas das Novas Luzes, Batistas das Velhas Luzes, Batistas do Livre Arbítrio, Batistas do Sétimo Dia, Batistas dos Seis Princípios, Batistas Fechados, Batistas Primitivos, Batistas Reformados, Velhos Batistas, etc.
- Pentecostais:Cruzada da Nova Vida, Cruzada Nacional de Evangelização, Igreja Cristo Pentecostal da Bíblia, Igreja da Restauração, Igreja Jesus Nazareno, Reavivamento Bíblico, Tabernáculo Evangélico de Jesus (Casa da Bênção), etc.
Como cada uma dessas igrejas defende sua própria doutrina como verdadeira, apesar de se autonomearem como cristãos, excluem-se mutuamente. Contudo, a única Igreja cristã que existe desde a época de Cristo é a Igreja católica. E observando-se que sua doutrina permaneceu imutável nestes 2000 anos, temos que ela é a Igreja de Cristo, apesar das demais possuírem elementos verdadeiros, vestígios de sua ligação comum com a Igreja católica. Uma brincadeira de criança ilustra muito bem nosso ponto de vista: a brincadeira do “quem conta um conto, aumenta um ponto”. Uma pessoa transmite uma mensagem para uma segunda pessoa; entra, então, uma terceira pessoa, que recebe a informação da segunda pessoa, e assim, sucessivamente. Não são necessárias muitas pessoas, pois já na quarta ou quinta pessoa, a informação está completamente distorcida da informação original. O mesmo ocorre no campo religioso: como pode, igrejas sem nenhuma ligação com Jesus proclamar-se detentoras da verdade? E como podem essas igrejas atribuir suas mais diversas doutrinas ao mesmo Espírito Santo, sendo estas completamente contraditórias entre si? Não seria uma blasfêmia dizer que o Espírito Santo está ocasionando divisões entre os cristãos se Jesus Cristo afirmou que haveria um só rebanho e um só pastor? (Jo 10,16)
Além da pergunta: “quem fundou a sua igreja?”, outra pergunta interessante a ser feita aos cristãos não católicos é: “qual seria a sua religião se você nascesse há mil anos atrás?”. Nessa época, havia unidade total entre os cristãos e a resposta seria apenas uma: católica. Ora, se não houve mudanças na doutrina desde a fundação da Igreja, é ilógico e contraditório aceitar atualmente doutrinas que não se alinham com as da Igreja católica!!! Pode-se aceitar ritos e disciplinas diferentes, mas não doutrinas!
Quem dá sustentação e vida à árvore é sua raiz! Uma árvore sem raiz não sobrevive nem se mantém segura de pé! E o que temos na raiz desta grande árvore que é o Cristianismo? Na base (raiz) está a Igreja católica (é fato histórico; observe mais uma vez a tabela acima)! Sua raiz bebe diretamente Daquele que dá e é a água viva (cf. Jo 4,10), Jesus Cristo, o Filho de Deus. E é por isso que ela, ainda nos dias de hoje, tem se demonstrado forte e vigorosa (apesar da sua idade), e assim será até a consumação dos séculos (cf. Mt 28,20b).
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